Entrevista

“Não imaginava que aqui apreciam muito o Tango”

Analtino Santos

Jornalista

Em Angola desde 1 de Fevereiro de 2021, o embaixador da Argentina, Alejandro Guillermo Verdier, fala, nesta entrevista ao Jornal de Angola, dos laços culturais entre os dois países, bem como dos encantos de Luanda, na véspera do aniversário da cidade.

23/01/2022  Última atualização 07H30
embaixador da Argentina, Alejandro Guillermo Verdier © Fotografia por: DR
A última edição da Filda e a Bienal de Luanda deram visibilidade à Argentina e mostraram um lado pouco falado que é a presença de afro-descendentes...

Sim, de facto as duas actividades foram bem marcantes com a nossa presença. Colocámos muita energia para fazermos algo que fosse visível e com uma conexão entre a cultura Argentina e as raízes africanas. Ou seja, mostrar as contribuições africanas na nossa cultura actual, que não são muito visíveis e tem de se ir pesquisar para achar. Agora há uma tendência, lá no país, para se achar estas raízes e contribuições das diferentes regiões de África quer na música como na dança.


Durante muito tempo, a presença africana na Argentina foi omitida, de tal modo que existem correntes que dizem que a rivalidade entre o seu país e o Brasil deve-se à forma como os escravos foram eliminados. O que tem a dizer?

Não sei se é uma versão, mas tem a seguinte explicação: os africanos que chegaram no que era a Argentina antes da independência e os que foram levados para outras colónias europeias na América faziam coisas completamente diferentes. Enquanto nos países tropicais, precisavam de uma mão-de-obra massiva para trabalhar nas plantações de açúcar, no café, nas minas e em outras actividades, nós não tínhamos estas tarefas. Então os escravos que chegavam iam trabalhar dentro das casas onde se ocupavam das crianças e de outras tarefas domésticas, a relação com as famílias era completamente diferente. Eles estavam próximos, portanto era uma relação totalmente diferente comparando aos demais que foram levados para outras colónias europeias na América. Não se precisava tanto da mão-de-obra trazida de África como foi para a Colômbia, Cuba, Brasil, Venezuela e outros países onde há uma população de descentes de africanos muito forte e marcante. Na Argentina não foram tantos e também porque eles se misturaram rapidamente com os habitantes hispânicos da colónia. Deve-se, ainda, ao facto de a liberdade dos escravos ter sido anterior aos outros países da região, quando em 1813 o governo provincial declarou que qualquer filho de escravos nascido no território já não o seria mais.  Começaram a chegar escravos de outros países que ouviram as notícias para realizar uma vida de pessoas livres.


Curiosamente, nos últimos anos, a Argentina faz questão de mostrar este legado africano no Tango, uma das principais bandeiras do país...

Sim e há toda uma lógica e explicação de que o ritmo e a dança do Tango têm origem em África e tudo que é Milonga, palavras também vêm de África. O Tango surgiu numa época em que ainda tínhamos uma presença forte de afro-descendentes e que agora chamamos afro-argentinos. Há um filme do realizador angolano Dom Pedro que conta esta história. Era nossa intenção mostrar o filme na Bienal de Luanda, mas infelizmente não conseguimos resolver as questões burocráticas com os produtores. O filme é o estudo mais sério que foi feito da contribuição africana no Tango e  tem sido bem recebido mundialmente.


De que forma pensa usar o Tango como ferramenta da diplomacia cultural?

No ano passado, não pudemos fazer muita coisa. Mas o nosso encarregado de negócios, Santiago Martino, que é professor de Tango, foi dar algumas aulas em bairros desfavorecidos de Luanda. Este ano, pensamos continuar e temos planos maiores. Não avanço muito porque ainda não está completamente fechado. Vamos fazer aulas e espectáculos durante o ano numa sala de teatro pequena que tem terraço e bar. Portanto as condições estão favoráveis para que não tenhamos problemas caso a pandemia continue com estes números alarmantes.


 Uma das intenções de Santiago Martino é replicar alguns festivais de Tango em Angola e trazer maestros. Como está este projecto?

Está nos nossos planos, mas ainda não temos nada concreto. No campo da cultura, estamos a trabalhar para trazermos algo muito interessante e impactante, mas ainda é muito cedo para anunciar.


Tinha noção de como os angolanos apreciam o Tango?

Sinceramente, não imaginava que aqui apreciam muito o Tango. É verdade que quase sempre os actores culturais, quando me encontro com eles, perguntam pelo Tango. Eu achava que era mais conhecido através dos grandes espectáculos montados nos Estados Unidos e na Europa com fins comerciais, mas aqui dá para perceber que as pessoas conhecem coisas do passado e que, às vezes, só pesquisadores dominam ou mesmo poucos argentinos. Às vezes, estou no carro e na rádio aparece um Tango. Isto é algo que chama muito atenção. Não sei se estou a dizer algo que não corresponde à verdade mas na 97.9 eles me surpreenderam muitas vezes com a inclusão de outras músicas que não têm  nada a ver. Nunca pensei que fosse tão forte a presença do Tango aqui e fiquei gratamente surpreendido. Já vi até em casamentos.


A Rumba Congolesa foi considerada Património Imaterial da Humanidade pela Unesco. A Argentina tem vários patrimónios com destaque para o Tango e Angola pretende fazer o mesmo com o Semba. Que dicas daria para os angolanos.

Estamos a falar com os colegas angolanos em Paris que trabalham na Unesco, porque não foi apenas o Tango que foi reconhecido como património no ano passado. Um outro ritmo nosso, menos conhecido internacionalmente, que é o Chamamé proveniente do nordeste do país, também foi reconhecido. O Chamamé é um ritmo bem animado e diferente do Tango. É bem alegre com uma dança mais rápida parecido mais com o Semba também tem bandolim e foi reconhecida há pouco tempo. Portanto temos know-how de elaboração de uma proposta e estamos abertos para partilharmos a nossa experiência com os amigos angolanos.


É a sua primeira experiência em África? 

Como embaixador, sim. Mas antes já participei em algumas reuniões específicas no Zimbabwe, Egipto, África do Sul, Marrocos, Argélia mas nunca estive num país lusófono. É bem impressionante ver como a língua nos aproxima apesar de não ser a mesma. Foi só chegar e percebi as brincadeiras na rádio, são as mesmas que são ouvidas na América Latina, o que não acontece com os países anglófonos ou francófonos do continente africano. Penso que esta é uma ferramenta que devemos usar porque é fácil perceber os diálogos de cinema ou teatro, por exemplo. O futebol é também algo que nos aproxima, diferente de outros países que são mais para outros desportos.


Já que fala do futebol, existem estrelas argentinas como Messi que podem ser activos para a diplomacia argentina em Angola. A Embaixada tem algum projecto? 

Sim. Sabemos deste sentimento pelo futebol argentino e também fazemos algumas coisas em alguns bairros, como na Lixeira, no Sambizanga onde levámos algumas bolas de futebol e jogámos com alguns meninos. Também fizemos uma parceria com uma escola rural, no Cuanza-Sul, onde levamos bolas e equipamento desportivo com as cores da Argentina. Não fizemos apenas porque gostamos de futebol, que é um desporto nacional, mas também porque acreditamos que o desporto é uma forma importante para a juventude se desenvolver. É um complemento da vida dos estudantes porque os meninos não podem ficar na rua sentados sem fazer nada. O desporto é uma forma importante de socializar e de se formar, ajuda muito na comunicação e espírito de equipa, coisas que são importantes para qualquer sociedade.


O pólo é uma outra modalidade que a Embaixada da Argentina tem apoiado?

Sim. Temos uma paixão por cavalos e pela vida do campo, que é, ao contrário do Tango, que é sinónimo de noite, festa e aí entra o pólo, um desporto trazido pelos ingleses, que se tornou tipicamente argentino. Os cavalos argentinos são os mais vendidos para o pólo e aqui já visitei duas ou três vezes o Mangais Pólo Clube. Nem sempre conseguem fazer jogos de pólo mas estão a treinar com os cavalos e nós apoiamos tudo que eles fazem. Tenho o equipamento e sempre que vou para lá dou uma volta a cavalo e procuro jogar. Espero que um dia tenhamos um jogo de verdade porque eles nem sempre conseguem montar equipas.


"Gosto da Marginal de Luanda”

O que é que lhe chamou mais atenção em Luanda?

Uma das coisas que primeiro me chamou atenção em Luanda é que é uma cidade muito colorida. Há arvores sempre com flores e também adicionam cores as mulheres que vendem frutas na rua, através dos produtos que oferecem, como também dos tecidos que se cobrem enquanto cai o sol. Isso foi uma das coisas que primeiro me chamou atenção na cidade. Também a sua exposição e vista para o mar. Luanda oferece umas tardes incríveis. Encanta-me vê-las especialmente  da Marginal, não conheci horizonte igual. Ao entardecer são quase sempre muito impressionantes.


Fale das curiosidades de Luanda...

Uma das primeiras coisas engraçadas que reparei, logo ao chegar, é que as pessoas chamam de táxi aos combies azuis(hiace). Em matéria de transporte, chamou-me atenção a quantidade destes carros que têm as cores da Argentina. Chamou-me atenção porque localmente é conhecido como táxi e os funcionários diziam que iam apanhar o táxi. Achei muito simpático, porque em alguns países da América Latina existem este tipo de transporte colectivo. Outra coisa que gosto muito de ver são as inscrições que os candongueiros colocam atrás. Às vezes tiro fotos, tenho uma pequena colecção porque acho engraçado e interessantes as mensagens com textos inteligentes e outras vezes mais disparatadas. Talvez vocês não reparem.


Qual é o seu lugar preferido em Luanda?

Gosto da Marginal de Luanda, que me surpreendeu muito. É algo necessário para a cidade, uma área onde as pessoas vão tirar fotografias, caminhar, ver o mar, namorar ou simplesmente conversar. Vou muito lá e observo tudo que acontece. Os meninos a tentar fazer algum trabalho, vendedores de gelados, enfim. Gosto muito de estar lá não apenas porque é belo, foi muito bem feito e aproveitado mas porque também sociologicamente dá para ver muita coisa da sociedade angolana. Não há muitos espaços onde podemos observar Angola passar diante de ti. Digo que encanta-me mais a Marginal que a Ilha de Luanda, apesar de ser algo criado artificialmente.


E o que mais tem aproveitado?

Gosto muito de falar com os meninos. Converso muito com eles, das coisas da vida porque é importante transmitir valores e mensagens para que sejam decentes. Lembro que fui fazer limpeza na Praia do Bispo e os meninos perguntaram-me "és estrangeiro porque estás a recolher o lixo?". Respondi que era importante "porque o mar não é apenas o lugar onde os teus pais pescam, mas do outro lado do mar está a América do Sul e então tudo que estás a jogar aqui pode ir parar lá". Nenhum deles tinha esta noção, de que do outro lado estavam o Brasil e Argentina. Aqui olham muito para a Europa e Dubai, não têm consciência da proximidade que temos. E não falo da Argentina e sim do Brasil, que tem coisas boas e muito valiosas que podem aproveitar e não me refiro à televisão. 


O que Luanda tem de diferente em relação a outras cidades?

A qualidade do ar em Luanda. É uma cidade que sempre tem uma brisa agradável, o ar flui, sendo uma das cidades mais industrializada de África, chama atenção porque a qualidade do ar é muito boa. Também chamou-me atenção as variedades de produtos que vendem na rua, como também nos mercados, como no São Paulo, onde podemos encontrar praticamente tudo que se pode imaginar e especialmente produtos artesanais, que parecem ser de boa qualidade. Os meus preferidos são da Fundação Cuerama (projecto social na Quissama), que visito sempre que posso. Encantam-me os tecidos que produzem, que parecem ser de alta qualidade e que podem provavelmente interessar aos visitantes. Sempre que posso compro os produtos na Fundação Cuerama para dar de presente.


No campo da gastronomia o que tem apreciado?
Em matéria de gastronomia encanta-me tudo que Luanda oferece: frutos do mar e pescado, com uma diversidade, qualidade e frescura muito impressionante. É realmente algo que me satisfaz e aproveito muito. Quanto à comida, o que quero destacar primeiro são as frutas, porque sempre gostei e aqui são uma maravilha:  ananás, manga e mamão. A  banana assada é algo que gosto muito. Quando vejo as senhoras na rua paro sempre. É algo que não conhecia, antes tinha experimentado a banana frita mas não é a mesma coisa que a assada na brasa que eu nunca tinha visto. Outra coisa que gosto é a quisaca com acompanhamento de outras folhas 


Tem outros ambientes fora do formalismo de um diplomata?

Tenho mais amigos angolanos do que possa imaginar para um diplomata que está aqui há quase um ano, graças a um casal de argentinos que vive em Angola há mais de 40 anos. Eles chegaram para trabalhar na agricultura e decidiram ficar. Têm três filhos aqui e a vida deles é aqui. Têm uma relação com a Embaixada e dou-me muito bem com eles. Como a maioria dos amigos deles são angolanos, conheci-os e aprendi muita coisa. Assim fiquei amigo dos amigos deles, frequento a casa destas pessoas e passei a frequentar os ambientes mais angolanos. Comecei a experimentar as comidas nacionais que não é aquela que preparam na embaixada. Então já conheci bastante do país, a música, o semba, kizomba.


Comunidade e interesses argentinos em Angola

Falou do casal que vive cá há mais de 40 anos. Como é a comunidade argentina em Angola?

Interessante esta pergunta, porque gosto muito de falar com o casal. Eles contam todas as histórias do país como era na época do conflito armado, se foi duro ou não, e fico surpreendido porque eles poderiam ir embora mas optaram por ficar, ter e educar os filhos aqui. Contam histórias intermináveis de falta de comida, electricidade, água, medicamentos e sempre que pergunto dizem este também é o nosso país, podemos tirar férias, mas a nossa casa e os amigos estão aqui. Há outros três ou quatro que moram e casaram com angolanas. Por exemplo, destaco o falecido Ruben Garcia, que foi uma pessoa muito querida e a relação continua com a Vitória, a viúva, continuamos próximos e a convidá-la para as nossas actividades. Depois existe outra vaga que poucos conhecem: são jovens profissionais que estão a trabalhar na fábrica da Arco, no Pólo Industrial de Viana. É um grupo de 15 ou 20 argentinos provenientes da província de Córsega. Vieram com as esposas e os meninos vão à escola diferente de outros expatriados. São simpáticos e as histórias e o jeito que contam as histórias com um jeito de falar o espanhol próprio. Existe um outro grupo de jovens que acabou de sair da universidade. Eles são formados em Engenharia de agropecuária e estão a trabalhar em agricultura em Malanje e no Cuando Cubango.


Parece que a Argentina tem apostado muito na agricultura...

Sim, é um trabalho discreto que estamos a fazer. Na verdade são empresas que estão a investir nesta área. Por exemplo, os jovens em Malanje estão a fazer um trabalho maravilhoso num projecto de milho e feijão. Eles tentam explicar qual o momento certo para colocar as sementes, como elas são, dão o aconselhamento para as técnicas adaptáveis ao clima de Angola porque o que acontece às vezes as pessoas têm a fazenda e compram sementes na Europa sem se assessorar e geralmente compram para o mercado frio e é dinheiro mal gasto. Estes jovens fazem este trabalho de campo aconselhando quais as melhores sementes para este clima porque não podes comprar sem fazer um estudo prévio de onde vais plantar, porque às vezes quem vende está apenas preocupado com o dinheiro. Eles estão adorar e trabalham com paixão em Angola.


Outra presença argentina é na Igreja Católica...

Sim. Os padres salesianos argentinos, com quem temos uma boa relação, trabalham em projectos sociais no bairro da Lixeira, no Sambizanga, e ainda temos um arcebispo no Moxico, que faz um trabalho social numa área fronteiriça com a Zâmbia. Os padres católicos argentinos estão muito ligados à obra social. O exemplo é o Papa Francisco, que é franciscano uma comunidade católica que trabalha mais perto do povo. Ele chegou e foi tirando as coisas de luxo, mandou colocar uma mesa simples sem coisas douradas. Não sou uma pessoa muito religiosa, mas quase todo mundo conhecia ele em Buenos Aires quando era arcebispo da cidade porque ele ia trabalhar todos os dias de metro com a sua mala no metro com o povo e há muitas fotografias que mostram isto.


Depois da exposição "Rebeladas", numa celebração do Dia da Mulher Afro-argentina, o que a Embaixada tem para revelar aos angolanos?

Vamos continuar a mostrar a diversidade cultural não só em matéria de cor de pele como na exposição "Rebeladas", onde foi revelada não apenas a presença africana, mas também outras como da opção sexual. Queremos  mostrar a nossa sociedade, mas também acompanhar o que está a acontecer em Angola, porque também temos uma pressão sobre a aceitação das diferenças, como o movimento LGBTQI. Por exemplo, quando cheguei, o Presidente João Lourenço acabava de promulgar a reforma do Código Penal.

 
Que perspectivas tem sobre as relações entre Argentina e Angola?

Vamos continuar a trabalhar para que a amizade entre a Argentina e Angola se fortaleça. Devemos estar mais próximos, para nos conhecermos melhor. Sei que a relação política é muito importante mas devemos fazer mais para uma interacção entre os povos. Temos muitos estudantes angolanos na Argentina e quero dizer que não oferecemos bolsas porque a educação é gratuita. A mensagem que queremos passar é que não precisam pagar, por isso temos alguns angolanos formados lá. A única coisa que têm a fazer é inscreverem-se nas universidades e se a candidatura for aceite recebem o visto de estudante. Peço que todos os interessados possam consultar e contactar a Embaixada.
Outra coisa que gostaria de destacar é o reinício do voo da TAAG para São Paulo(Brasil), que é a via de ingresso para toda a América do Sul e isto está a ajudar muito os nossos contactos. Quero felicitar Angola por esta decisão, porque neste momento não temos nenhuma companhia sul-americana a voar para África e a TAAG é a companhia que está a segurar esta ligação entre os dois continentes. É importante destacar este aspecto que Angola está a proporcionar porque temos pessoas que vêm de diferentes países de África para pegar o voo  da TAAG para São Paulo. Estamos a ajudar argentinos mas tenho a certeza que também cidadãos de outros países sul-americanos estão a aproveitar esta via. Também estamos a ver quão próximos estamos, porque de Luanda para São Paulo são sete horas e meia e depois duas horas para Buenos Aires, é mais próximo do que de Madrid ou Frankfurt para Buenos Aires.


PERFIL

Alejandro Guillermo Verdier nascido em Buenos Aires, Argentina, a 16 de Abril de 1964, é  Bacharel em Direito pela Universidade de Buenos Aires.

Diplomata de carreira integrante do Serviço Exterior Argentino desde 1990, depois de se formar pelo Instituto do Serviço Exterior (Academia Diplomática Argentina), do Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

Serviu como diplomata na Missão Permanente da Argentina junto às Nações Unidas, Nova Iorque de 1993 a 1999, no Departamento de organismos internacionais em 1998, assessor do ministro das Relações Exteriores de 1999-2001, embaixada da Argentina em Paris de 2003-2008, vice-cônsul da Argentina no Rio de Janeiro em 2011, Cônsul da Argentina em Florianópolis (Brasil) em 2013, chefe do gabinete do subsecretário de Relações Exteriores de 2016 a 2018 e representante permanente adjunto e encarregado de Negócios nas Nações Unidas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Entrevista