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Namibe tem baixas capturas desde o primeiro trimestre

A captura de pescado na província do Namibe baixou relativamente desde o primeiro trimestre deste ano. Segundo um comunicado divulgado na página oficial do Governo Provincial, no período em referência, a captura foi de 8.621 toneladas de pescado, uma redução na ordem de 19% em comparação com a mesma temporada no ano passado, no qual houve um registo de 10.668 toneladas.

28/06/2021  Última atualização 10H13
Empresários do ramo dizem que muitos navios provenientes de outras regiões têm pescado nos mares do Namibe © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
A nota diz que 83,3% da captura serve para o consumo directo e 16,7% destina-se à congelação.

 Proprietários de grandes embarcações de pesca na província, alegam que a fraca captura deve-se ao aumento do número de barcos provenientes de várias regiões que pescam nas águas locais. Os agentes são de opinião que se deve proibir, localmente, a pesca do carapau num período de três meses, para que esta espécie, muito consumida no país, reproduza em grande escala.

 Por seu lado, o director do Gabinete Provincial das Pescas e do Mar do Namibe, Jorge Martins, reconhece que actualmente o índice de captura de pescado "é baixo devido à pandemia, problemas ambientais e falta de recursos humanos especializados para projectarem uma produção elevada” .

"Temos de ter técnicos especializados para fazerem um estudo da evolução de algumas espécies marinhas”, disse Jorge Martins, acrescentado que as associações de pesca industrial e artesanal "têm dado resposta aos embaraços no que concerne a captura de pescado na província”.

 Segundo o responsável, o sector que dirige "tem sido privilegiado” com financiamento para expansão da actividade na província. " A nível da província várias cooperativas de pesca in-dustrial e artesanal já beneficiaram de linhas de crédito, no âmbito das Políticas de Alargamento e Asseguramento da Actividade Pesqueira”, revelou.
 O camionista João Ernesto, que se dedica ao transporte de peixe do Namibe para as províncias do Moxico, Lundas Norte e Sul, disse ao Jornal de Angola que fornece os mercados de várias regiões do país, com incidência para as zonas Sul e Leste.
Maria Cavela/ Moçâmedes

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