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Namibe recebe apoio para as vítimas da seca

Oitenta toneladas de bens alimentares diversos, provenientes de Luanda, foram entregues, ontem, ao Governo do Namibe, para acudir as populações das zonas assoladas pela seca.

07/06/2021  Última atualização 05H30
Primeiro lote de bens alimentares para os sinistrados chegou ao Namibe no mês de Abril © Fotografia por: João Luhaco| Edições Novembro
Das oitenta toneladas de produtos diversos constam massa alimentar, arroz, fuba de milho, feijão, óleo vegetal, sal iodizado, açúcar, conservas de atum, sardinha, salsicha, entre outros.
Em declarações à Angop, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social e Igualdade de Género, Maria Natália, disse que o lote de produtos é um gesto da Casa Civil do Presidente da República, no quadro das acções de combate à fome, sobretudo nas regiões afectadas pelo fenómeno da seca.

"Na verdade, as dificuldades das populações vão aumentando cada vez mais, daí que este apoio vai contribuir para minimizar a fome nas zonas mais assoladas com a seca nos cinco municípios da província", disse, salientando que "vai ser dada prioridade aos idosos, crianças e pessoas com deficiência física e mental”.
A responsável informou que no município sede, o mais populoso, existem pessoas carentes que precisam de apoio com produtos alimentares, tendo o Governo, dentro do programa de distribuição, priorizado alguns bairros, como o Esperança, 4 de Março e Giraul de Baixo.

A 15 de Abril, a província do Namibe recebeu mais de 27 toneladas do primeiro lote de produtos diversos, enviados  às populações assoladas pela seca, por iniciativa do Presidente da República.
O primeiro lote, que incluía produtos como arroz, farinha de milho, conservas de peixe e carne, óleo vegetal, sal e roupa usada, foi transportado por um avião de carga das Forças Armadas Angolanas.

Em declarações à imprensa, na ocasião, o  governador do Namibe, Archer Mangueira, enalteceu a iniciativa presidencial de minimizar o problema da fome das populações afectadas, tanto pela seca, como pelas fortes chuvas que caíram naqueles dias e destruíram os poucos produtos agrícolas que tinham sido cultivados.
Archer Mangueira informou que a distribuição dos produtos prioriza os municípios mais afectados, com destaque para o Virei e Camucuio, e parcialmente os da Bibala, Tômbwa e Moçâmedes.

"Temos populações afectadas em todos os municípios da província, por isso vamos ter que partilhar os produtos com todos. Vamos priorizar os mais afectados mas também atender as populações mais carenciadas da nossa província", assegurou.
O governador apontou alguns projectos em curso para a retenção das águas da chuva, de construção de represas e chimpacas, principalmente nos municípios do Camucuio e do Virei, cujas obras estão inseridas  no Plano Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM).

Informou que os furos  já concluídos em algumas povoações onde foram  instalados estão a servir, tanto para o abeberamento do gado, como para o abastecimento de água às populações.
Além do Namibe, as províncias do Cunene, Huíla e Cuando Cubango estão, também, a beneficiar de acções de reforço da capacidade logística e alimentar, no quadro do Programa Emergencial de Apoio às Populações das Províncias do Sul do país Afectadas pela Seca.

Neste âmbito está em execução, desde os meses de Março/Abril, um programa de fornecimento de produtos diversos como bens da cesta básica, vestuários, calçados, proteínas e alimentos nutricionais.
No âmbito do Programa Emergencial, as quatro províncias beneficiaram de meios técnicos de apoio como kits de construção, tractores, camiões e motos-cisternas e de furos de água.

Além das acções de carácter imediato e de assistência social às populações afectadas, está em curso a Execução de Projectos Estruturantes, lançados nas províncias do Cunene e do Namibe, que visam a construção de mini-barragens e represas para a melhoria do sistema de abastecimento de água às populações e promoção da sua auto-sustentabilidade, através da prática de culturas locais, cujos resultados serão visíveis a médio prazo.

 Equipas técnicas do Executivo, através do Sistema de Protecção Civil, têm acompanhado sectorialmente a situação nas respectivas províncias, particularmente no apoio directo às famílias, no processo de manutenção e reabilitação dos meios técnicos de apoio bem como a construção dos projectos estruturantes no domínio da energia e água, transportação e distribuição de meios em colaboração com os governos provinciais e produtores nacionais.

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