Economia

Namibe: Campanha agrícola mobiliza 32 mil famílias e 33 cooperativas

João Upale | Moçâmedes

Jornalista

A campanha agrícola 2020/-2021 vai envolver a nível da província do Namibe um total de 32.489 famílias camponesas, 33 cooperativas e 74 associações.

12/10/2020  Última atualização 16H44
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Perspectiva mecanizar 11 mil hectares de terra, numa altura em que a preparação manual vai corresponder a três mil hectares, a tracção animal rondará os 8.500, sendo que a área a semear será de 18.600 hectares.

A abertura da época agrícola aconteceu na passada sexta-feira, na cooperativa de Muhombo, povoação do Giraúl de Cima, comuna do Forte Santa Rita, município de Moçâmedes, tendo, na ocasião, o director do Gabinete Provincial da Agricultura e Pecuária, Zonza Zango de Fá-tima Puissa, estimado que a produção atingirá um milhão 960 e 821 toneladas de produtos agrícolas diversos.

Informou que esta quantidade é equivalente a 15 mil, 745 milhões e 680 mil kwanzas, ao preço médio por unidade de um quilograma por 80 kwanzas de produtos diversos, com realce para os cereais, leguminosas, raízes, tubérculos, hortícolas e frutas.

Sector pecuário

No domínio da pecuária, Zonza Puissa revelou que a previsão é de produzir 600 mil quilogramas de carne bovina, 210 mil de carne suína, 20 mil de caprina e ovina e 15 milhões de ovos.

A produção pecuária poderá gerar mil milhões 628 milhões 900 mil kwanzas.

Este ano, estima-se vacinar 150 mil bovinos e outros 10 mil canídeos.

No segmento florestal, o sector prevê a produção de 256 mil 430 mudas de plantas em viveiros, que serão distribuídas e para a venda livre de 210 mil mudas, plantação de 150 mil mudas com previsão de uma cobertura de 300 hectares de terra.

O director da Agricultura e Pecuária está esperançado em ver materializada a abrangência do Programa de Desenvolvimento da Produção Nacional, que através do PAC poderá alavancar os projectos do sector agro-pecuário na província.

No acto da abertura da campanha, o governador da província do Namibe, Archer Mangueira, disse que face à actual situação “as condições de preparação desta campanha foram atípicas e não as melhores”.

Disse que o governo da província não conseguiu colocar à disposição dos agricultores, principalmente os camponeses que se dedicam à produção familiar, os principais imputes.

Apesar disso, reconheceu algum trabalho que está a ser feito para se garantir ainda a distribuição de fertilizantes, adubos, alfaias e algum equipamento agrícola, razão pela qual conta com um “bom ano agrícola”.

Necessidades

Os membros das cooperativas de Tchissongo e Muhombo apresentaram ao governador provincial inquietações atinentes à falta de financiamentos, além de meios para aumentar a produção, com realce para tractores para mecanização e carrinhas para facilitar no escoamento de produtos do campo para a cidade.

Destacaram ainda a falta de materiais e equipamentos agrícolas, furos industriais para o uso em tempo seco e outras necessidades.

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