Opinião

Nação forte e promissora

O discurso do Presidente da República, sobre o estado da Nação, a ser proferido hoje na Assembleia Nacional, o primeiro desde a reeleição de João Lourenço, como prevemos, vai ser transversal a todas as áreas.

24/11/2022  Última atualização 06H35

Da paz, estabilidade política,  Saúde, Educação, passando pela Segurança Pública, componente económica, financeira e monetária até chegar à diplomacia. O Mais Alto Magistrado,  podemos assim dizer, vai à Assembleia Nacional dizer o que povo espera ouvir sobre o estado da nossa Nação.

Precedido pela presidente da Assembleia Nacional, a anfitriã, Carolina Cerqueira, primeira mulher a exercer o cargo, vai endereçar palavras de boas-vindas ao Chefe de Estado ao hemiciclo, numa altura em que se advinham enormes desafios para os legisladores em função da nova configuração da Casa das Leis, por força dos resultados eleitorais de 24 de Agosto passado, obviamente, que a intervenção do Presidente da República gera expectativa.

A reforma das instituições é um processo que está em andamento e com os resultados que são já notáveis, mas que precisam de uma nova "lufada de ar” para ver efectivado um conjunto de desígnios do Estado como por exemplo o exercício da cidadania por via do tratamento do bilhete de identidade.

Sabemos que há dias o Presidente da República criou, por Decreto Presidencial, uma comissão multissectorial para, entre outros, estudar os constrangimentos que emperram, de alguma maneira, o processo de massificação no tratamento e posse do mais importante documento de identidade nacional.

Trata-se de uma preocupação legítima e oportuna, da parte do Chefe de Estado, na medida em que estamos todos lembrados do período em que se podia tratar  e receber o bilhete de identidade no mesmo dia, uma realidade que urge resgatar.

O desafio do emprego que a governação vai enfrentar no quinquénio que se segue até 2027 é uma realidade sobre o qual o Executivo está consciente e determinado a encontrar soluções, com a ajuda dos parceiros.

É verdade que, como alegam os especialistas, quem cria emprego é a economia, numa alusão ao dado segundo a qual, a criação de postos de trabalho depende em larga medida do funcionamento da economia. E este último dependerá, certamente, das políticas públicas  que, como se sabe apenas o Executivo e as instituições que o auxiliam têm a prerrogativa de o efectivar.

A aposta em sectores como agricultura, o agronegócio e a contínua melhoria do ambiente de negócios em todo o país persistem, igualmente, como apostas incontornáveis para o sucesso da governação.

A promoção da democracia em Angola,  a luta  contra a corrupção e os males conexos prevalecem na agenda da governação como bandeiras com as quais se pretende fazer mais e melhor para o progresso de Angola.

Independentemente dos desafios que pendem sobre o Estado, não temos dúvidas de que, no fim, o Presidente João Lourenço vai concluir que o estado da Nação é forte e promissor.

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