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Myanmar: ONU diz que falta segurança para o retorno dos rohingyas

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, declarou hoje que ainda não é seguro para os refugiados rohingyas retornarem a Myanmar (ex-Birmânia), cinco anos depois da repressão que provocou um êxodo para o Bangladesh.

17/08/2022  Última atualização 15H36
© Fotografia por: DR

"Infelizmente, a situação actual do outro lado da fronteira (em Myanmar) significa que não estão reunidas as condições para o retorno" dos rohingyas, disse Bachelet aos jornalistas em Daca, capital do Bangladesh.

Cerca de 750.000 rohingyas fugiram dos abusos do Exército birmanês e buscaram asilo no Bangladesh em 2017, onde já havia mais de 100.000 refugiados, vítimas de anteriores ondas de violência.

A minoria rohingya -- grupo maioritariamente composto por muçulmanos - sobrevive amontoada em acampamentos insalubres e abrigada em barracas feitas de lonas, chapas de metal e bambu, mas recusa-se a retornar a Myanmar - país predominantemente budista - até que tenham direitos de cidadania.

"A repatriação deve sempre ser realizada de forma voluntária e digna, somente quando existirem condições seguras e sustentáveis em Myanmar", acrescentou Bachelet.

Myanmar é governado por uma junta militar desde que seu Governo civil, liderado pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, foi derrubado pelos militares em Fevereiro de 2021.

Bachelet, de 70 anos, realiza esta visita de quatro dias ao Bangladesh antes do seu mandato como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos terminar no final do mês.

 

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