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Myanmar enfrenta risco de guerra civil

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou, ontem, sobre o risco de uma escalada da guerra civil em Myanmar, onde a oposição ao regime militar pediu à população para pegar em armas.

24/09/2021  Última atualização 05H05
Oposição apela população a pegar em armas © Fotografia por: DR
 "Diante da repressão massiva dos direitos fundamentais, um movimento de resistência armada está a crescer”, disse Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

A Alta Comissária sublinhou que, recentemente, Duwa Lashi, presidente em exercício do Governo de unidade nacional formado por ex-deputados em fuga contra o golpe militar em Myanmar (ex-Birmânia), "convocou um protesto armado contra os militares em todo o país”.

Referindo a multiplicação dos confrontos armados entre opositores e militares, que assumiram o poder em 1 de Fevereiro, Bachelet disse acreditar que "essas tendências preocupantes sugerem que uma guerra civil mais extensa é possível”.
Argumentando sobre fraude nas eleições legislativas de Novembro de 2020, o Exército birmanês derrubou em 1 de Fevereiro o Governo civil de Aung San Suu Kyi, cujo partido havia vencido essas eleições, pondo fim a um pequeno período democrático de 10 anos no país.

Os generais realizam uma repressão sangrenta contra os adversários.

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