Cultura

Músicos Lamartine e Tabonta animam concerto no Marçal

O 65º aniversário do guitarrista, produtor e intérprete Dulce Trindade foram celebrados no domingo, no projecto Kuimbila Ni Kukina Semba, especial Tarde das Recordações”, realizada no Salão João Adilson, no Marçal.

23/11/2021  Última atualização 09H35
Músicos Lamartine e Tabonta © Fotografia por: Edições Novembro
O concerto comemorativo, em que Dulce Trindade teve como convidados Carlos Lamartine e Tabonta, ficou marcado pelas ausências de Calabeto, Massano Júnior, Dom Caetano e Lulas da Paixão, artistas anunciados.

Com o suporte da Orquestra Mizangala DT, com Moque, no baixo, Habana Mayor, nas congas, Dany, na viola solo, Roque, nos teclados, Sabino, na bateria, MandyStar e Ta-bonta coros e vozes principais, e o líder Dulde Trindade, na guitarra ritmo e voz. O início do concerto ficou marcado por um homenagem a título póstumo aos companheiros Zé Mueleputo, Juca, Calili e Zé Fininho que em vida contribuíram para a música angolana.

Mizangala DT apresentou um reportório assente na música angolana e na rumba congolesa, com Mandy Star a deixar os seus créditos de bom intérprete. Tabonta que se juntou ao colega da época em que colaborava com o agrupamento FAPLA-Povo, antes de integrar o Inter Palanca, cantou em umbundo "Zena”, sucesso de Tabu Ley Rochereau, e fez dançar a assistência com um tema inédito, um zouk, num dueto com Dulce Trindade. Roque também interpretou alguns temas.

Carlos Lamartine cumpriu e solidarizou-se com o amigo e parceiro musical, "Africa” e "Pala KuNi BeMuximassa Ku” foram os temas apresentados numa primeira fase, mas diante da insistência do público brindou com "Deia de comer aos pobres”, tema que constará no próximo disco. Pressionado pela assistência e produção, Dulce Trindade lamentou a ausência dos colegas que confirmaram a presença e apenas justificou a de Augusto Chacaya que se encontra doente.

Dulce Trindade, de nome próprio Sebastião Manuel Trindade Júnior, nasceu em Luanda a 19 de Novembro de 1956, onde cresceu no ambiente cultural do Marçal.

A percussão e depois a guitarra ensinadas pelo tio Toneco Jorge, depois as passagens pelas formações do bairro como Mini Ginga e Mini Bossa 70, onde foi partilhando com amigos de infância como Zecax, Brando, Calili, Bonzela Franco e outros nomes que hoje são referencias na música nacional. Dulce Trindade também fez parte do Dimba Dya Ngola.

Com o processo que culminou com a Independência Nacional fez parte dos Angolenses e Agrupamento FAPLA-Povo, e teve passagem por várias formações como Os Kiezos, Instrumental 1º de Maio, Semba África até a formação da sua própria orquestra Mi-zangala DT e mais tarde no Conjunto Angola 70.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura