Cultura

Músicos debatem passos da kizomba

Armindo Canda

Jornalista

Os passos do Semba e da Kizomba moderna vão ser debatidos, amanhã, a partir das 16h00, no espaço Ponto Zero, na Centralidade do Kilamba, em Luanda, durante a segunda edição do projecto “Ponto do Semba”.

05/06/2024  Última atualização 15H30
Músico Dom Caetano, um dos convidados para o encontro © Fotografia por: dombele bernado | EDIÇÕES NOVEMBRO

Para esta segunda edição do projecto, foram convidados os músicos Lito Graça, Dom Caetano, Eduardo Paím, o coreógrafo Maneco Vieira Dias,  Joãozinho Maradona e o humorista Calado Show, com a moderação de Almir Agria.

Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, o coordenador do projecto "Ponto do Semba”, João Jorge  explicou que o objectivo do debate é colmatar algumas dúvidas sobre a forma de dançar o Semba e a Kizomba.

"O estilo de dança, que está a ser internacionalizada, é o Semba e não a Kizomba, por esta razão queremos chegar a uma conclusão, porque hoje a forma de dançar o Semba está a ser baptizada como Kizomba moderna, o que não é certo”.  

O coordenador do evento disse que através das imagens captadas pela Televisão Pública de Angola (TPA), há 30 anos, pretende fazer um documentário de modo a eliminar as dúvidas que se levantaram nos últimos dias. 

João Jorge sublinhou que o primeiro encontro teve uma transmissão da Rádio Nova, no programa do jornalista Almir Agria, e com muita adesão do público, superando as expectativas da audiência.

O Semba e a Kizomba são géneros de música e dança que continuam a ser preservados por todos, mas, realçou, é necessário que se desmistifique realmente se o que

se dança na diáspora é a Kizomba ou Semba.

Em Maio de 2023, o Semba foi reconhecido como Património Imaterial Nacional, e neste mesmo ano a Kizomba recebeu também a classificação de Património Imaterial Nacional, ambos pelo Ministério da Cultura, nas celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, assinalado a 18 de Maio. Estes géneros musicais e de dança são destacados como sendo "importante componente da nossa identidade cultural”.


 

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