Cultura

Museu de Cabinda com dificuldades

Bernardo Capita | Cabinda

Jornalista

O desabamento do tecto falso, que aconteceu há dois meses, afectou grande parte da área de serviços do Museu Regional de Cabinda e está a condicionar o bom funcionamento da instituição, lamentou, ontem, a directora do espaço, Maria Luemba Dias.

18/05/2021  Última atualização 08H58
© Fotografia por: DR
O incidente, disse, afectou a sala de conferências, a área administrativa e um pouco a sala de exposição "Maiombe”, situação que obrigou a transferência imediata de todos os funcionários para a recepção e está a inviabilizar o bom funcionamento da instituição. "Não sabemos quando é que a situação será resolvida”, disse, além de apelar ao Governo da província para ajudar a solucionar a situação.
Em relação à vertente museológica, a directora informou que a instituição tem realizado trabalhos de investigação e de recolha das peças em posse de famílias e pessoas singulares por vários locais de Cabinda. "Estamos a trabalhar com as autoridades tradicionais e administradores municipais  para a aquisição deste acervo”, disse, garantindo que este trabalho de investigação e recolha das peças vai produzir resultados até Junho ou Julho deste ano. "Nesta altura, teremos mais peças para o museu”.
Actualmente, aclarou, existe no museu 479 peças museológicas, de distintas esferas culturais locais, incluindo o "Mintadi”, uma representação, esculpida em pedra, das culturas do Uíge e Mbanza Kongo.
O Museu Regional de Cabinda, contou, possui uma sala económica, reservada especificamente para a deposição de artefactos e outros utensílios misteriosos, utilizados por pessoas para "artes” de superstição. "Há peças que são muito procuradas para estas práticas, como as famosas panelas nocturnas, que têm o poder de amaldiçoar ou proteger membros da família”.   
A directora da instituição disse que, apesar das dificuldades de funcionamento, o museu continua a ser visitado, com frequência, em especial por estudantes. "Às vezes, chegamos mesmo a atingir mais de mil visitantes”, revelou, além de adiantar que a entrada é mediante o pagamento de 270 kwanzas, excepto os menores de 14 anos.

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