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Museu da Língua Portuguesa reabre em São Paulo a 31 de Julho

Os Chefes de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e de Moçambique, Filipe Nyusi, confirmaram presença na cerimónia de reabertura do Museu da Língua Portuguesa, no Brasil, em 31 de Julho, disse à Lusa o governador do Estado brasileiro de São Paulo, João Doria.

23/07/2021  Última atualização 06H00
Museu reabre as portas no dia 31 deste mês, quase seis anos depois do grande incêndio © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha confirmado presença na reabertura do museu, encerrado desde o final de 2015 quando foi atingido por um grande incêndio.
Questionado sobre a presença dos Presidentes Jorge Carlos Fonseca e Filipe Nyusi, o governador de São Paulo respondeu que ambos devem participar da cerimónia de reabertura.

"Confirmo, ambos estarão presentes (...) São Chefes de Estado e sabemos que até ao penúltimo momento pode haver algum facto que dificulte a vinda deles, mas ambos confirmaram presença”, afirmou Doria.
"Gostaria de mencionar, também, que o ex-Presidente [brasileiro] Fernando Henrique Cardoso, assim como os ex-Presidentes José Sarney e Michel Temer também estarão presentes”, acrescentou o governador.

Ao comentar a vinda dos Chefes de Estado africanos na reabertura de um espaço cultural no Brasil, Doria frisou que o Museu da Língua Portuguesa "celebra a variedade e a unidade dos países que têm a língua portuguesa como a língua pátria, a língua mãe.”
"Isto nos une, nos aproxima e, a meu ver, também estimula uma relação diplomática mais fértil e mais intensa, não só na cultura, mas também na economia e nos valores de vida entre estes países de língua portuguesa”, concluiu.

Instalado na histórica Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa foi reconstruído após um incêndio, em Dezembro de 2015.
Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma no mundo, o de São Paulo promove um mergulho na História e na diversidade do idioma através de experiências interactivas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos.

Na renovada exposição de longa duração, que ocupa o segundo e terceiro andares do edifício, o Museu da Língua Portuguesa vai apresentar experiências inéditas, como "Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do Brasil; e "Nós da Língua Portuguesa”, que aborda a diversidade cultural da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

E serão mantidas as principais experiências que marcaram os quase 10 anos de funcionamento do Museu (2006 a 2015) - como a "Praça da Língua”, espécie de ‘planetário do idioma’, que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada num espectáculo de som e luz.

Com a completa recuperação arquitectónica e readequação dos espaços internos, que envolveu obras de restauro e reconstrução, o Museu manteve os conceitos estruturantes do projecto de intervenção original,  assinado em 2006 pelo arquitecto Paulo Mendes da Rocha, que morreu este ano. A reconstrução do Museu teve como patrocinador principal a EDP Brasil, como patrocinadores a rede  Globo, Itaú Unibanco e Sabesp e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a organização responsável pela gestão do Museu.

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