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Município de Xá-Muteba tem mais água potável

Bairros da sede municipal de Xá-Muteba, na província da Lunda-Norte, contam com mais água potável, com a entrada em funcionamento do novo sistema de captação, tratamento e distribuição, construído no quadro do Programa de Investimentos Públicos.

31/10/2019  Última atualização 08H10
Armando Sapalo | Edições Novembro © Fotografia por: População da região deixa de percorrer longas distâncias e/ou depender de lagoas e cacimbas

Em declarações à imprensa, o responsável da área técnica da Administração Municipal de Xá-Muteba, Santos Alberto, explicou que, além da captação, foram construídas outras infra-estruturas, com destaque para um reservatório de trinta mil litros de água e nove fontanários, cada um com seis torneiras. Até ao momento, conforme esclareceu, foram feitas 388 ligações domiciliárias, das cerca de 450 previstas no projecto. O responsável da área técnica da Administração Municipal de Xá-Muteba avan çou que a distribuição de água é feita de forma intercalada, com vista a facilitar as acções de manutenção e controlo dos equipamentos. 

“Num dia fazemos a distribuição e noutro interrompemos para facilitar que os técnicos possam fazer a manutenção e controlo dos equipamentos”, afirmou Santos Alberto. Com a entrada em funcionamento do novo sistema de captação, tratamento e distribuição, a população de Xá-Muteba considera que estão criadas as condições para que as pessoas deixem de percorrer longas distâncias em busca de água, até então retirada em lagoas e cacimbas. A munícipe Ana Francisco realçou que acabaram as dificuldades que as famílias residentes na sede municipal de Xá-Muteba en-frentavam, para terem acesso à água. “As pessoas eram obrigadas a sair cedo de casa para irem buscar água nas lagoas e cacimbas, que muitas vezes causava doenças.”

Alargamento da rede
As autoridades da Lunda-Norte estão, junto das estruturas centrais do Executivo, empenhadas em desenvolver vários projectos sociais, com vista a reduzir o impacto causado pela falta de água potável, sobretudo nas zonas de aglomerados populacionais. No mês de Setembro deste ano, foi anunciado que cerca de quinze mil famílias, de dez bairros da zona periférica e periurbana da cidade do Dundo, vão beneficiar de água potável, com a entrada em funcionamento das novas redes de produção e distribuição, no âmbito do projecto de desenvolvimento institucional do sector (PDISA), com o início das obras previsto para Janeiro ou Fevereiro de 2020.
A garantia foi dada pela especialista da unidade de coordenação do projecto do Ministério da Energia e Águas, Helena Elias, durante um seminário sobre o plano de implementação de mecanismos de resolução de reclamações, realizado no Dundo. A especialista explicou que as obras que visam aumentar a capacidade de produção e distribuição de água potável, em nove cidades capitais de Angola, são financiadas pelo Banco Mundial.
Helena Elias explicou que o projecto, que prevê maior incidência no alargamento da rede de distribuição aos aglomerados populacionais das zonas periféricas dos distritos urbanos do Dundo e do Mussungue, na capital da Lunda-Norte, vai permitir a abertura de quinze mil ligações domiciliárias, em dez bairros, numa extensão de 150 quilómetros.
“Antes do início das obras do novo projecto de alargamento da rede de distribuição da capital da Lunda-Norte, existe uma série de acções sociais e ambientais preliminares que devem ser desenvolvidas pelos técnicos do ministério de tutela, em coordenação com as autoridades do Governo Provincial e da empresa pública local gestora do sistema de águas e saneamento”, explicou Helena Elias.
O Banco Mundial, conforme alertou Helena Elias, só financia projectos que sejam ambiental e socialmente sustentáveis, daí a necessidade de se exigir aos governos provinciais documentos sobre o quadro do sistema de saneamento básico das cidades, assim como as políticas de reassentamento, como condições para avançar com as obras.
Sem avançar os custos das obras, a especialista da unidade de coordenação do Ministério da Energia e Águas destacou que se trata de um projecto sustentável, que vai oferecer melhorias significativas nos serviços de abastecimento de água potável aos habitantes da cidade do Dundo.
Entre as principais exigências tendentes à viabilização do projecto, acrescentou Helena Elias, figuram o enquadramento da legislação ambiental e laboral angolana, metodologias de monitorização e definição de um organigrama de comunicações e responsabilidades.

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