Política

Munícipes insatisfeitos com atraso nas obras

Os moradores dos bairros do Catraio e Cangoti, arredores da cidade do Cuito, estão agastados com a morosidade dos projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) nestas localidades e acusam os construtores de incumprimento.

10/12/2020  Última atualização 12H35
© Fotografia por: Edições Novembro
Os munícipes moradores, que aguardam pela construção da ponte sobre o rio Catemo e a reabilitação do troço que liga as duas localidades, acreditam que as empresas fiscalizadoras têm apresentado ao Governo relatórios falsos quanto ao andamento e qualidade dos projectos.

Engrácia Faustino, residente no bairro Catraio, disse que, desde o lançamento da construção da ponte em 2019, a obra continua estagnada. "Fomos esclarecidos, durante o lançamento da pedra que, dada a urgência e utilidade da ponte para a mobilidade da população e bens, a mesma seria concluída dentro de dez meses, e até hoje continuamos com uma infra-estrutura esquelética”, disse.A moradora defende maior rigor na selecção das empresas, para que os projectos sociais em prol da população não fiquem apenas em carteiras.

A insatisfação apresentada pelos moradores dos bairros motivou uma visita de trabalho do governador do Bié Pereira Alfredo ao local das empreitadas.No bairro Catraio, o governador constatou inconformidade na construção da ponte sobre o rio Catemo e deu um prazo de sete dias para a empresa responsável pela obra reiniciar os trabalhos, sob pena de ser responsabilizada criminalmente.

Para Pereira Alfredo, não justifica o estado actual da execução da obra, pelo facto de já ter sido pago 30 por cento do valor. Face a este cenário, o governo da província criou uma comissão multidisciplinar de apoio e acompanhamento directo às obras.Em breve declarações ao Jornal de Angola, o representante da empresa construtora, Luís Miguel, alegou que as chuvas e a falta de equipamentos adequados estão a condicionar o andamento da obra.

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