Política

Mulheres orientadas a participar activamente nas Eleições Gerais

Yara Simão

Jornalista

A secretária provincial da OMA em Luanda, Ana Cordeiro Alves, apelou, ontem, às mulheres a desempenharem o papel fundamental que têm na sociedade, transmitindo valores éticos, assumindo-se como um veículo de sensibilização, em prol da participação activa no processo eleitoral.

24/06/2022  Última atualização 11H20
Ana Alves (ao centro) orientou as mulheres a assumirem o papel de sensibilização na sociedade © Fotografia por: Armando Costa | Edições Novembro
Ana Cordeiro Alves fez o apelo na mesa-redonda com o tema "Media, Mulheres e o Processo Eleitoral”, fazendo perceber que é preciso preparar as mulheres para que estas sensibilizem às famílias, em particular, e à sociedade, em geral, tendo em conta o seu papel. Este ambiente de tranquilidade, que "os angolanos sempre passaram ao mundo, é um bom exemplo de que como os processos eleitoras devem ser conduzidos”.

Acrescentou que as mulheres sempre participaram no desenvolvimento político, social, económico e cultural do país, e, isto se reflectiu, também, na realização das eleições. Ana Cordeiro Alves sublinhou que é possível criar, dessa forma, um ambiente a favor da preservação da paz.

Sobre este aspecto, referiu que o MPLA vai continuar a construir uma sociedade assente na igualdade do género, que respeite e valorize os direitos da mulher e incentive os valores culturais positivos, provendo a solidariedade, a não discriminação e a participação efectiva das mulheres na vida política, económica e social, com vista a atingirem um desenvolvimento sustentável.

"Este ano, em termos o desafio das eleições e, consequentemente, para a nossa organização feminina, a OMA, o MPLA conta com a participação activa das mulheres em todos os sectores da vida partidária, da base ao topo, no desenvolvimento do nosso processo democrático”, realçou.

A jornalista Paula Simons, que abordou o tema "Média, Mulheres e o Processo Eleitoral”, fez uma incursão na história, falando sobre mulheres, direitos e comunicação social, luta pela emancipação e equidade do género. Incentivou as mulheres a pautarem por um jornalismo pedagógico, no sentido de elucidar as várias camadas da sociedade, não só como votar e em quem votar, mais todo o processo que antecede ao voto.

"É importante que a sociedade conheça a par e passo todo o processo que antecede ao voto. Este é um trabalho que os órgãos de comunicação devem prestar à sociedade”, argumentou. Paula Simons incentivou as mulheres jornalistas a irem atrás das questões afloradas para que dúvidas sejam dissipadas no seio das mulheres e da sociedade.

A jornalista incentivou as mulheres a exercerem o direito de voto sem inibição. "Só votando é que garantimos os nossos direitos”, afirmou Paula Simons. O encontro contou com a participação de mulheres de associações de vários estratos sociais, com destaque para trabalhadoras domésticas, empreendedoras, zungueiras, mulheres com deficiência e jornalistas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política