Cultura

Mulheres defendem mais valorização da cultura

Manuel Albano

Jornalista

A criação de mais espaços para a troca de conhecimentos e promoção das artes, sobretudo que valorizem os feitos das mulheres, foi uma das recomendações saída do encontro de domingo, no espaço cultural “Nona Brisa”, para assinalar o 31 de Julho, Dia da Mulher Africana.

01/08/2022  Última atualização 08H40
Senhoras das artes partilharam experiências sobre a vida sociocultural da mulher artista © Fotografia por: Alberto Pedro | Edições Novembro

Num ambiente descontraído, a escritora Elsa Barber, que fez a abertura do encontro de reflexão sobre "A União entre as Mulheres como Factor de Paz e Desenvolvimento do Continente Africano”, chamou a atenção para a importância da união das mulheres, junto ao desenvolvimento sustentável.

Elsa Barber disse que existe ainda muitos desafios a nível da promoção da mulher em vários sectores da sociedade. A escritora defendeu a necessidade de uma maior capacitação das mulheres, como forma de se criar novos factos culturais por acreditar no potencial feminino.

Numa mensagem de encorajamento, realçou ser importante continuar a enaltecer os feitos realizados pelas mulheres e incentivá-las a continuar a evoluir e aumentar os conhecimentos académicos e profissionais. "Não devemos parar porque já somos licenciadas ou bem-sucedidas no mundo empresarial. A capacitação deve ser um acto permanente de maneira a permitir o desenvolvimento das mulheres em todas as esferas do saber”.

A doméstica Maria da Cunha disse que o encontro permitiu aumentar mais os conhecimentos sobre a cultura angolana, em particular, e africana no geral. "É um momento marcante poder estar a partilhar conhecimentos sobre os mais variados temas ligados à vida social do país”.

 

Espaço acolhedor

A empresária Maria do Céu olha para a Casa Museu "Nona Brisa” como um espaço acolhedor que nos remete para um contexto mais africano pelo número de peças de artesanato expostas. Durante o encontro disse ter partilhado a sua vivência de mãe, educadora e empresária.

Defendeu a importância de se ter mais espaços do género, para se poder trocar experiências culturais. "Foi um encontro de mulheres para mulheres que deve ser mais vezes promovido, não apenas na Casa Museu, mas em outros espaços”.

 

Santuário cultural  

A brasileira e engenheira Electrotécnica Fernanda Caroline, que vive no país há 14 anos, disse que  o encontro foi de aprendizado sobre a cultura angolana, tradições, ancestralidade, sabedoria africana e origens. Classificou o espaço como um "santuário”, na qual se pode ter um contacto com a arte dos mais variados locais do mundo, principalmente sobre a valorização da cultura angolana. 

O encontro, frisou, permitiu regressar às origens africanas e a sua própria valorização. "África é natureza pura, é vivacidade e é um continente que nos transmite energias positivas”, destacou.

Para a assistente social Patrícia Freitas o momento foi de aprendizado sobre as mais variadas culturas. Como descendente de pais santomenses, explicou que ao longo dos anos tem recebido experiências de várias culturas. "São Tomé é um país que sempre recebeu cidadãos de várias nacionalidades como angolana, cabo-verdiana, moçambicana, e essa mistura  é que nos torna mais próximos de todas essas culturas”.

Por sua vez, a médica Jéssica da Rocha afirmou que no encontro partilhou factos da cultura africana. Embora não ter nascido em África, a sua vivência e o contacto com a cultura do continente africano é permanente devido aos progenitores. O encontro, afirmou, foi um momento de transformação, espiritualidade e paz interior.

A actriz do Miragens Teatro e professora do Ceart, Celma Gonçalves, disse que o momento serviu para saber mais sobre a cultura de outras comunidades. "O encontro serviu para a troca de experiências entre as mulheres e permitiu o resgate da nossa identidade cultural”.

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