Opinião

Mudar mentalidades

Mais do que calendário, relógios, promessas, decretos, fitas, anúncios, primeiras pedras colocadas, lápides descerradas, discursos, o quotidiano de cidades, vilas, bairros, até aldeias, faz-se de comportamentos.

06/01/2020  Última atualização 11H32

Angola inteira é exemplo daquela verdade, como atestam, cada vez em maior número, casos, nos mais diversos sectores, postos a descoberto. Mais uns anitos e vivíamos, quem sobrevivesse, num país fantasma.
Muitos dos responsáveis por todas estas vigarices são conhecidos, têm rosto e nome, mas grande número dos cidadãos anónimos não está isento de culpas ao deixarem-se levar na onda dos maus exemplos.
A província de Luanda, onde se situa a capital do país, que devia ser, por isso mesmo, paradigma, abarrota de situações que em nada dignificam quem tem a incumbência de cuidar dela, mas, igualmente, os que a habitam e tendem a crescer se muitos de nós não mudar formas de pensar e actuar.
As coisas não mudam por estarmos num ano novo. São exemplos de comportamentos de gente anónima, mulheres e homens de todas as idades, que podem levar os outros a mudar de atitude. Para tal suceder, contudo, temos de lhes mostrar ser possível tornar Luanda menos suja, menos desorganizada, melhor para viver e trabalhar.
As mudanças pouco, ou nada, têm a ver com calendários, relógios, promessas, intenções, mas com mentalidades.

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