Economia

Mudanças climáticas: África deve mobilizar 1,6 triliões de dólares

Especialistas do Banco Africano de Desenvolvimento e do Fundo Monetário Internacional (FMI) disseram que os países africanos precisam mobilizar 1,6 trilião de dólares em sete anos, para cumprir as metas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) para resistir aos efeitos das mudanças climáticas.

31/07/2022  Última atualização 12H03
Banco Africano de Desenvolvimento © Fotografia por: DR

Os especialistas divulgaram esses dados durante um painel de discussão realizado à margem da apresentação das Perspectivas Económicas de África de 2022, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), organizado pelo FMI, em Washington, durante a semana.

"Os países africanos precisam mobilizar 1,6 trilião de dólares entre 2022 e 2030 para cumprir as NDC de combate às mudanças climáticas”, declara um comunicado do BAD citando participantes à reunião.

O documento indica que, até agora, o continente recebeu apenas 18,3 mil milhões por ano, deixando uma lacuna de financiamento de 108 mil milhões.

"Com as tendências actuais, as NDC de África não serão alcançadas”, disse o BAD referindo-se às metas formuladas num documento que incorpora promessas e acções ambiciosas estabelecidas por países que endossaram o Acordo de Paris para reduzir de forma efectiva e eficiente as emissões de carbono, mitigando os impactos devastadores das mudanças climáticas nos respectivos países.

Também contém acções que os países que pretendem, tomem, para criar resiliência e e adaptação ao impacto do aumento das temperaturas.

Durante a apresentação, o economista-chefe e vice-presidente Interino do BAD, Kevin Urama, observou que a África tem enormes vantagens comparativas para liderar o mundo na nova transição verde, mas o continente carece de recursos financeiros para o fazer.

Notou que as conclusões das Perspectivas Económicas de África 2022 mostram que a estrutura do financiamento climático é muito complicada e cria uma má alocação de recursos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia