Coronavírus

Mucormicose afecta doentes

A Índia registou nos últimos dois meses mais de 45.000 casos de “fungo negro”, uma infecção fúngica mortal para metade dos que a contraem e que está a alastrar entre os doentes com Covid-19.

26/07/2021  Última atualização 10H13
© Fotografia por: DR
Mais de 4.200 pessoas morreram de mucormicose (ou "fungo negro”), uma doença geralmente rara, mas que se espalhou na Índia entre os doentes com Covid-19, após a sua recuperação, indicou, terça-feira, no parlamento, o ministro-adjunto da Saúde, Bharati Pravin Pawar.

Esta doença fúngica muito agressiva, cuja taxa de mortalidade ultrapassa os 50%, obrigou os cirurgiões a removerem olhos, narizes e maxilares de alguns doentes, para impedirem que a infecção chegasse ao cérebro.

Segundo o Governo, o Estado de Maharashtra, no oeste do país, é o mais atingido, com 9.348 casos.
Antes da pandemia de Co-vid-19, a Índia registava apenas 20 casos de mucormicose por ano, tratando-se de uma do-ença que afectava sobretudo as pessoas imunodeprimidas, com níveis demasiado elevados de glicemia no sangue, in-fectadas com sida ou que tivessem sido submetidas a transplante de órgãos.

Os especialistas atribuíram este enorme aumento dos casos de mucormicose ao uso excessivo de esteróides para tratar os doentes de Covid-19.

O Governo indiano declarou a mucormicose uma epidemia em Maio, altura em que o número de casos começou a subir em flecha. Os números das autoridades mostram que as infecções conheceram um pico em Maio e Junho, antes de decrescer de forma significativa.

As redes sociais foram então inundadas com apelos desesperados em busca de tratamento para curar a doença. O jornal Hindustan Times noticiou, na segunda-feira, um aumento dos casos entre as crianças do Estado do Rajastão, no Norte da Índia.

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