Economia

MTI Energy explora blocos do Congo e Kwanza

Joaquim Suami

Jornalista

A petrolífera canadense MTI Energy inicia, este ano, com os estudos sísmicos para explorar os blocos partilhados das bacias terrestres do Congo e Kwanza, licitados pela Agência Nacional de Petróleos, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

10/08/2022  Última atualização 07H15
Empresa canadiana entra no mercado © Fotografia por: DR
Com uma produção de 25 mil barris de petróleo/dia, a MTI Energy vai explorar o Blo-co 5, na bacia do Congo, onde ficou com uma participação de produção de 50 por cento.

Nesta bacia, a petrolífera canadiana partilha a exploração com a Prodoil (15 por cento), Prodiaman (11,67 por cento), Upite Oil Company (11,67 por cento) e Servicab (1,67 por cento).

Para o Bloco 5, bacia do Kwanza, a MTI Energy tem uma participação de 60 por cento, a Sonangol Pesquisa & Produção (20 por cento), Monka OIl (20 por cento), Simples Oil (10 por cento). No Bloco 6, a canadiana MTI Energy possui a participação de 50 por cento, a mesma que tem a Simplies Oil. Já no Bloco 8, a MTI tem 20 por cento de participação, Alfort Petroleum (50 por cento), Simples OIl (20 por cento) e Monka OIl (10 por cento).

No Bloco 17, bacia do Kwan-za, a petrolífera canadiana tem 60 por cento, a Brites Oil e Gas (20 por cento) e a Mineral One (20 por cento). Para o Bloco 20, a MTI Energy tem participação de 50 por cento, a mesma da Brites Oil e Gas.

De acordo com o presidente da MTI Energy, Allan Schultz, com a assinatura dos contratos de exploração, espera que a companhia petrolífera canadiana tenha uma relação longa com o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, com o objectivo de participar no desenvolvimento e crescimento da economia angolana.

"Estou feliz por estar aqui, e espero ter uma relação de longo prazo, com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás para juntos podermos desenvolver este país. A MTI Energy é uma empresa que já presta serviços em partes do mundo, por isso, esperamos crescer e ficar em Angola por muito tempo”, disse.

Para Allan Schultz, a MTI Energy possui experiência em "Upstrem” em produção de petróleo e gás, fabricação de equipamentos personalizados, usinagem e serviços de projectos de engenharia mecânica.

"Somos uma empresa nova e existimos há seis anos. Estamos a crescer com activos em vários lugares do mundo, como o Brasil. Neste momento, adquirimos activos no Brasil, no campo de Papaterra, com uma capacidade de exploração de 20 mil barris de petróleo/-dia”, referiu.

De acordo com a ANGP, o programa a licitação 2020 visa relançar a exploração e produção de hidrocarbonetos, diminuir o declínio da produção, através do incremento da actividade de exploração e descoberta de novos recursos.

O programa prevê, igualmente, estimular a criação local de pequenas e médias empresas petrolíferas, promover a incorporação de mão-de-obra qualificada angolana, bem como fomentar a inovação tecnológica e excelentes práticas de governação.

A ANPG diz que o programa prevê ainda aumentar o conhecimento geológico de todas as bacias sedimentares de Angola, no quadro da implementação da estratégia de exploração de hidrocarbonetos, aprovado pelo De-creto Presidencial.

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