Política

MPLA repudia actos de vandalismo

O Secretariado do Bureau Político do MPLA repudia, de forma enérgica e veemente, os actos de vandalismo praticados esta segunda-feira por alguns cidadãos contra as instalações do seu Comité do Distrito Urbano no Benfica, em Luanda, acompanhados por um reiterado desacato instigante à desordem e à violação da tranquilidade pública.

10/01/2022  Última atualização 15H25

Em comunicado divulgado hoje, o MPLA considera que houve um condenável aproveitamento populista duma reivindicação de parceiros do Estado, um assunto que até está a ser atendido pelas entidades competentes e chama "a atenção para o perigo que essa irresponsável e gratuita manipulação pode vir a provocar na vulnerabilidade de outras estruturas públicas e privadas, designadamente, político-partidárias”.

Por isso, o Secretariado do Bureau Político apela aos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA a manterem-se calmos e serenos, abstendo-se de provocações e corporizando uma regra estatutária defendida pelo MPLA, enquanto partido que promove a paz e a estabilidade, deixando que as autoridades competentes assumam o devido protagonismo no tratamento de todos que estejam a agir contra os princípios, constitucionalmente, consagrados, nomeadamente por estarem a beliscar a ordem e a tranquilidade públicas.

Nesta perspectiva, exorta o povo angolano e a juventude, em particular, a não embarcar em actos de vandalismos e a manter-se vigilantes para que a paz, arduamente, conquistada não seja posta em risco, apelando os cidadãos menos avisados a continuar a respeitar a Constituição, as normas de sã convivência, a denunciar e a demarcar-se de actos de desacato que podem colocá-los em conflito com a Lei e prejudicar seriamente o seu futuro.

"No sentido de preservar a paz, a estabilidade e a desaconselhar actos de desrespeito à autoridade, o Secretariado do Bureau Político apela e encoraja os órgãos policiais e os que intervêm no sistema de justiça a imprimirem a adequada celeridade e consequente punição exemplar, conforme legislação aplicável, de todos aqueles que beliscaram e venham a beliscar a garantia da protecção dos direitos individuais e colectivos, fazendo com que possam exercer a cidadania responsável em segurança”, sublinha a nota a que o Jornal de Angola teve acesso.

Detenção

A propósito disso, a Polícia Nacional de Angola deteve ontem, na zona do Benfica, em Luanda, 17 pessoas durante o acto de arruaças e vandalismo, na sequência da "greve dos taxistas”, confirmou o porta-voz da corporação.

Segundo Nestor Goubel, estão detidos os indivíduos implicados, incluindo o autor moral das acções de vandalismo do Comité de Acção do MPLA no Benfica, do autocarro queimado e da tentativa de homicídio de um jornalista da Palanca TV.

Para si, a greve é um direito constitucional, mas "os actos que configuram ilícitos penais como os que aconteceram são crimes”, sublinhando que, quando isso acontece, a polícia não tem meias medidas para repor a ordem e tranquilidade públicas.

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