Política

MPLA leva à campanha 21 toneladas de bens

Adelina Inácio

Jornalista

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, entregou, sábado, em Luanda, um contentor com 21 toneladas de produtos diversos da cesta básica, para acudir as populações afectadas pela seca extrema e prolongada no Sul do país.

15/06/2021  Última atualização 09H50
Luísa Damião entregou bens diversos para vítimas da seca © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro
A acção de solidariedade do MPLA enquadra-se no âmbito da campanha "Abraço solidário, somos Angola”, lançada, em Abril, pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.  Luísa Damião disse que o MPLA juntou-se à causa solidária "por ser um gesto nobre marcado pela humildade.” A responsável indicou que a acção do MPLA contou com o apoio do Gabinete de Cidadania e da Sociedade Civil, que fez a recolha dos produtos, além da participação de militantes, amigos e simpatizantes do partido. 

A vice-presidente do MPLA garantiu que o partido prima pela "solidariedade e humanismo” e, por isso, defende que é preciso, em tempo de pandemia e de catástrofes naturais, ser solidário e ajudar as pessoas que mais precisam. Luísa Damião, que apelou à participação de todas as pessoas (singulares e colectivas), valorizou a iniciativa da campanha de solidariedade e lançou um apelo a todos os angolanos para continuarem a cultivar o  sentimento de altruísmo e humanismo.  

"Ser solidário é um acto de patriotismo e de amor, e entendemos que ser solidário não é dar aquilo que nos sobra, é partilhar o pouco que temos, e é isso que temos estado a observar”, realçou. "Devemos ser cada vez mais solidários e ajudar, de facto, quem mais precisa”, acrescentou.  Testemunharam à acção de solidariedade altos dirigentes do MPLA, além do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, e responsáveis da TPA. 
 Eleição de delegados

O segundo secretário do comité provincial de Luanda do MPLA, Nelson Funete, pediu aos militantes honestidade e justiça na eleição dos candidatos a membros dos comités distritais, comunais e municipais, a decorrer durante a Conferência Municipal de Balanço e Renovação de Mandatos, no âmbito do VIII Congresso Ordinário  do MPLA, agendado para Dezembro próximo.

 Ao falar no acto que marcou a convocação da conferência municipal de balanço e renovação de mandatos, no Cazenga, Nelson Funete assegurou que devem ser eleitos militantes que, realmente, se empenharam em prol do trabalho político do partido.

"Precisamos ir buscar aqueles cabos eleitorais que sempre estiveram disponíveis no trabalho do MPLA. Devem ser indicados para esses órgãos militantes e quadros de mérito e disponíveis, para que o trabalho político do partido no Cazenga seja coroado de êxito”, disse.Questionado se tem ha-vido interferências de alguns membros da direcção do partido na indicação dos dirigentes naqueles órgãos, Nelson Funete disse conhecer bem alguns militantes do Cazenga. "Quando se chega a essa fase, acusam-se mutuamente, escrevem bilhetes a pedir cunha aos responsáveis máximos do partido para atingir posição de relevo nas estruturas partidárias a nível dos comités distritais, municipal e provincial", denunciou.

Aos militantes que assim se comportam, garantiu que, na qualidade de coordenador do grupo de acompanhamento do comité provincial para o Cazenga, vai trabalhar no sentido de ajudar o partido, a nível do município, a realizar o processo orgânico com êxito e galvanizar o trabalho político, apoiando, incondicionalmente, o líder e a bandeira do partido.Nelson Funete pediu aos militantes, paz, unidade e irmandade ao longo do processo orgânico. Exortou-os a transformarem o processo numa festa e não em divisão entre militantes do mesmo partido."Não vale a pena começarem a acusar-se. Porque o processo vai começar nas bases, distritos e município e quem trabalhou sabe que merece ser membro desses órgãos”, concluiu.


Adelina Inácio e Fula Martins 

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