Política

MPLA destaca coragem no combate à corrupção

Edna Dala

Jornalista

O secretário para Informação do MPLA, Rui Falcão, destacou “a coragem, frontalidade e dinamismo” que o Presidente João Lourenço tem tido na gestão dos actos públicos.

26/09/2021  Última atualização 07H53
Presidente João Lourenço completa, hoje, quatro anos de governação
O Chefe de Estado, disse, assumiu, desde logo, a responsabilidade de encabeçar o combate à corrupção. Rui Falcão sublinhou não se tratar de "um processo fácil, seja em Angola, seja em outra parte do mundo”, mas que João Lourenço fê-lo de "forma assumida e responsável”.


O porta-voz do partido no poder afirmou que "o combate à corrupção vai levar algum tempo, pois não se resolve num mandato de cinco anos”, pois "os vício estão impregnados em todo o tecido social”.


"É preciso continuar a trabalhar com perseverança e resiliência, mas todos esses esforços e ganhos são um mérito que ninguém lhe pode retirar”, disse, referindo-se à acção do Presidente da República.


Rui Falcão destacou, também, as qualidades humanas e o sentido humanística de João Lourenço, "sobretudo como encara os problemas das pessoas e os tenta resolver”. Disse serem "aspectos que vincam a sua governação”.


"Governar no quadro actual não é para qualquer um, mas para quem tem capacidade de definir estratégias, prioridades” e é "coerente com aquilo que quer fazer e com os objectivos alcançar”, considerou Rui Falcão.


Para o político, João Lourenço tem uma "governação bastante difícil”, sobretudo, agora, que o mundo enfrenta a pandemia do novo coronavírus. "A economia nacional ficou afectada e as dificuldades sociais aumentaram substancialmente”, sublinhou Rui Falcão, para quem "não é fácil governar neste quadro”, no qual "todos reclamam mas no fundo ninguém tem razão”.


No actual contexto da economia, o secretário para a Informação do MPLA disse ser "preciso manter a cabeça fria, o sentido patriótico da gestão da coisa pública e continuar a fazer o melhor”. Na sua óptica, "é isso o que o Presidente João Lourenço tem tentado fazer”.

Rui Falcão considera que os angolanos devem respeitar João Lourenço, porque "só um cidadão altruísta, patriota e com sentido de governação, como ele, é capaz de assumir tão alta responsabilidade”.

"Poderá, eventualmente, ter havido algum excesso ou erro, próprio do exercício de governação (de João Lourenço)”, admitiu o secretário para a Informação do MPLA que, ainda, assim, deu nota positiva ao mandato do Presidente da República.

FNLA: "O mais importante é a melhoria das condições dos cidadãos”
O secretário-geral cessante da FNLA, Laurindo Aguiar, disse que a liderança do Presidente João Lourenço, depois de muitos anos de governação do antecessor, animou o país e criou muitas expectativas com base nas promessas apresentadas no programa de Governo.


Mais, disse, quatro anos depois, a FNLA observa que a vida dos cidadãos tem piorado cada vez mais, por vários motivos, mas sobretudo por erros na aplicação do programa económico. "Deveria ter sido feito alguma coisa para a recuperação econômica do país, que já vinha atravessando uma crise financeira, desde 2014”, defendeu.

Rafael Aguiar afirmou que o combate à corrupção é a grande bandeira da governação” do Presidente João Lourenço. "Este combate é salutar”, sublinhou o político, para quem "o mais importante é a melhoria das condições de vida dos cidadãos”.

UNITA: "Criaram-se muitas expectativas” com a investidura

A UNITA considera que o Presidente João Lourenço "criou muitas expectativas ,quando chegou ao poder, mas quatro anos depois, o balanço é negativo”.

Segundo o secretário executivo do partido, Joaquim Nafoia, quando o Presidente João Lourenço assumiu o poder, "pensava-se que seria, desta vez, que teríamos um Presidente para todos os angolanos”, mas alguns de nós, sempre desconfiou que não ia ser assim”.

O também deputado afirmou que os quatro anos do mandato de João Lourenço "foram péssimos em todos os aspectos”.  "Hoje os cidadãos não têm perspectivas de vida e não há nenhum horizonte ou chama de esperança no fundo do túnel”, disse.


O dirigente referiu-se, igualmente, às exonerações feitas pelo Presidente da República em quatro anos de governação. "Com um Governo tão instável e a trocar os ministros da forma como ele os troca, como se fossem camisolas interiores, é difícil criar estabilidade no país”, considerou Joaquim Nafoia, que questionou: "como é que pretendem desenvolver o país assim?”


O porta-voz do mesmo partido, Marcial Dachala, referiu-se ao slogan de governação do MPLA "melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”. "O Presidente da República  nunca disse o que encontrou que estava bem, nem o que estava mal. Resumiu tudo ao combate à corrupção, impunidade, nepotismo etc”.

CASA-CE: Houve um distanciamento relativamente à antiga governação

A CASA-CE sublinha que os "quatro anos do mandato do Presidente da República foram de mudança na forma de governação”. O líder da  coligação, Manuel Fernandes, disse que João Lourenço distanciou-se da anterior governação”.

"O mandato do Presidente João Lourenço foi um mandato em que se afirmou a mudança da continuidade", afirmou Manuel Fernandes, para quem o actual Chefe de Estado "teve, primeiro, que fazer com que se afirmasse a sua autoridade enquanto Presidente da República”, depois de um longo mandato de 38 anos, do antecessor.


"O seu mandato foi a confirmação da regularidade da realização das eleições gerais, o que é um dado positivo, assim como a criação de condições para a concretização do quinto pleito eleitoral no país e o quarto sucessivo", sublinhou.
Para Manuel Fernandes, "este facto é bom para o processo democrático e para aquilo que é o exercício das liberdades fundamentais dos cidadãos e do direito de escolha de quem deve conduzir os destinos do país”.

Relativamente às expectativas dos angolanos sobre o programa sufragado nas eleições de 2017, o presidente da CASA-CE considerou que "redundaram num fracasso, pois a fasquia apontada foi muita alta”.


"Mesmo que se aponte o combate à corrupção, com alguns dados positivos, grande parte deles reduzem-se a um fiasco porque há muita gente que se apoderou do erário mas não é responsabilizada e anda por aí intocável”. Além disso, disse, "as sentenças judiciais nem por isso têm levado as pessoas a repensar na devolução daquilo que tiraram indevidamente do Estado”.


Manuel Fernandes disse  que "o país regrediu do ponto de vista económico e a condição social dos cidadãos é deplorável”. "Angola está numa situação difícil. Os últimos quatro anos praticamente não trouxeram nada significativo para o bem estar das famílias angolanas”, afirmou.


Para o também deputado, "não está em causa quem é o culpado”, mas considerou que "a governação exige dar solução aos problemas, quer os que encontramos, quer os que vão surgindo enquanto estamos no poder”. "Se o antecessor criou os problemas, ainda assim o Presidente João Lourenço não conseguiu dar solução aos mesmos”, concluiu.

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