Política

MPLA assegura presença das mulheres nos órgãos decisivos

Adelina Inácio

Jornalista

O presidente do MPLA, João Lourenço, declarou, ontem, que o partido vai continuar a assegurar “a participação plena e efectiva das mulheres na vida económica, social e cultural do país, bem como da sua representação nos órgãos de decisão”.

26/03/2021  Última atualização 12H14
João Lourenço discursou na abertura do VII Congresso da OMA, que culmina, hoje, com a eleição da nova secretária-geral da organização © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
Ao discursar, em Luanda, na abertura do VII Congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), que marca uma transição geracional na liderança, João Lourenço disse esperar que a organização feminina do MPLA contribua para que o Estado continue a aplicar políticas públicas em prol da igualdade de género e fortalecimento do papel da mulher na sociedade.

Anunciou, para este ano, durante o VIII Congresso Ordinário do MPLA, o aumento em 50 por cento, tanto na participação como da representação das mulheres "nos órgãos e organismos do partido em vários níveis”. João Lourenço considerou aquele passo um "acto inédito na história das organizações políticas angolanas ao longo de todos os tempos”.

A OMA, disse, é uma grande escola, defensora dos mais nobres valores da sociedade, patriotismo, civismo, ética, moral e solidariedade e, por isso, "nunca mediu esforços para educar e sensibilizar as mulheres para os ideais políticos do MPLA, contribuindo sempre para as vitórias do nosso partido e as conquistas alcançadas pelo país, desde a nossa Independência”, disse.

O líder do MPLA considera fundamental que a OMA preste atenção aos assuntos importantes, nos quais a mulher deve ter uma voz, como o desenvolvimento do poder local e as eleições autárquicas, promoção de campanhas de alfabetização, diversificação da economia, empreendedorismo, literacia financeira e digital e programas para a retirada gradual de milhares de mulheres da economia informal, com todas as vantagens daí decorrentes.

João Lourenço reconheceu que, em  Angola, as mulheres têm contribuído para o desenvolvimento económico, social e cultural, tendo adquirido o "estatuto de sujeito da própria história”.
"A OMA continuará a incentivar e apoiar o surgimento de organizações solidárias, comunitárias e sociais de mulheres na sociedade angolana, e velar pela participação activa em acções, projectos e programas específicos no âmbito da melhoria da qualidade de vida das mulheres, principalmente das mais vulneráveis e desprotegidas”, garantiu.

João Lourenço acrescentou que "a OMA, enquanto maior organização feminina do país, continuará a assumir o papel de protagonista na sensibilização das mulheres para o exercício da cidadania, dinamizando acções concretas que visam o empoderamento das mulheres e a sua participação activa na política e na sociedade”. Angola, sublinhou, registou progressos na inserção e empoderamento das mulheres nas diferentes esferas, promoveu novas lideranças femininas que se vêm fortalecendo nos cenários de decisão política a nível nacional.

O líder do MPLA disse esperar que o Congresso Ordinário da OMA seja criativo na busca de soluções para aumentar a participação plena e efectiva da mulher nos órgãos de tomada de decisões na vida pública.
João Lourenço deixou uma mensagem de reconhecimento às mulheres que estão na primeira linha no combate à Covid-19 e a todas as que, em outras áreas, contribuem para diminuir o impacto da pandemia nas famílias.


Homenagem à secretária-geral cessante da OMA
O VII Congresso da OMA, que termina hoje, marca, também, o fim do mandato, de 22 anos, de Luzia Inglês "Inga” à frente da maior organização feminina do país e a passagem do testemunho a Joana Tomás.

O presidente do MPLA reconheceu os feitos de Luzia Inglês, tendo destacado "a dedicação e o espírito de missão na condução dos destinos da OMA ao longo de anos, na valorização do papel das heroínas e nas conquistas alcançadas em prol das mulheres”.
"Rendemos uma merecida homenagem à camarada Inga, pelo seu percurso político glorioso, de patriotismo, humanismo e abnegada entrega à causa do MPLA e na defesa dos direitos das mulheres e dos angolanos, em geral”, referiu.

João Lourenço afirmou que o VII Congresso tornará a OMA mais rica e mais forte, por marcar uma transição geracional na sua liderança, necessária para a renovação e a vitalidade que se impõe na vida de qualquer organização, injectando, sobretudo, novas ideias e a energia necessária para enfrentar os desafios do presente e do futuro.


Joana Tomás é eleita hoje
O líder do MPLA desejou a Joana Tomás, que é eleita, hoje, no cargo de secretária-geral da OMA, "coragem e determinação” e que espera que a mesma coloque todo o seu talento e saber para implementar o plano de acção da OMA.

João Lourenço afirmou esperar, também, que a nova líder a OMA "viva e sinta os problemas e as expectativas da mulher” para corresponder aos anseios e aspirações desta franja da sociedade. "Lidere a OMA, para que ela continue a assumir cada vez maior protagonismo na sociedade e desenvolva iniciativas inovadoras em prol de toda a mulher angolana”, declarou.

O Presidente do MPLA falou da necessidade de uma advocacia plena das causas da mulher em todos os segmentos, principalmente das mais vulneráveis e desfavorecidas, que carecem de maior atenção dos poderes públicos e da sociedade no geral.
João Lourenço garantiu continuar a trabalhar com as mulheres e os jovens, que têm dado mostras de "capacidade de mobilização em prol do desenvolvimento económico e do progresso social do país”.

"Estamos conscientes dos desafios económicos e sociais que o país enfrenta, agravados com as limitações e constrangimentos decorrentes da pandemia do Covid-19. Precisamos de gerir bem os poucos recursos que temos, enquanto os sectores da economia não petrolífera não atingem os níveis desejados no quadro da política de diversificação económica que abraçamos, cujos frutos começam a ser cada vez mais visíveis”, defendeu.


  LUZIA INGLÊS
"Mulher, o mais firme alicerce da nação angolana”
                                                
A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA) considerou, ontem, em Luanda, que "as mulheres, pela sua dupla função de educadoras e força laboral, são o mais firme alicerce da nação angolana”.
Luzia Inglês, que falava por ocasião do VII Congresso Ordinário da OMA, apelou à todas as mulheres a cerrarem fileiras à volta do partido no poder, com espírito de tolerância, dizendo "não à corrupção, nepotismo, impunidade, violência doméstica e outros males que se espalham na nossa sociedade”.

Pediu aos angolanos que "continuem com mesmo empenho e dedicação no exercício dos deveres e obrigações para a nobre missão de defender os direitos das mulheres, consagrados pelas Nações Unidas, União Africana, CPLP e SADC”. "Graças a todos os esforços, dedicação, empenho, espírito de equipa, união e coesão no seio dos militantes do MPLA, OMA e JMPLA, conseguimos ser o que somos e estar onde estamos”, ressaltou.

Luzia Inglês que proferiu, ontem, o último discurso como secretária-geral da OMA, agradeceu ao presidente João Lourenço e a todos os membros da direcção do partido pelo apoio incondicional a todas as actividades desenvolvidas durante o tempo em que esteve à frente da organização.
Agradeceu, igualmente, a todos os que apoiaram financeiramente e com meios materiais a  OMA. Tais esforços, sublinhou, "permitiram catapultar a OMA na arena internacional, continental e regional”.


Homenagem ao Presidente
Ontem, primeiro dia do VII Congresso, a secretária-geral cessante da OMA homenageou o Presidente da República, João Lourenço, pela atenção dedicada às famílias angolanas, em particular a mulher. Das mãos de Luzia Inglês, o Presidente João Lourenço recebeu uma peça de cristal.

O líder do MPLA ofereceu a Luzia Inglês um quadro de prata, em reconhecimento pelo que fez, durante o tempo que esteve à frente da OMA. Luzia Inglês recebeu outros presentes de representantes das 18 delegações provinciais ao congresso. O VII Congresso Ordinário da OMA, que decorre sob o lema "Mulher angolana: participação, inclusão e desenvolvimento”, reúne 1.350 delegadas, em representação das 18 províncias do país e dos comités na diáspora.

Hoje, no segundo dia dos trabalhos, as participantes debruçam-se sobre os ajustamentos aos estatutos da OMA e discutem o programa de acção do quinquénio 2021-2025. Está, também, reservada a leitura de uma mensagem da JMPLA e a intervenção da secretária-geral eleita.  
Manuela Gomes

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