Política

MPLA abre Jornadas Parlamentares no Bié

As II Jornadas Parlamentares do MPLA arrancam, hoje, na cidade do Cuito, Bié, em acto a ser orientado pela vice-presidente do partido, Luísa Damião.

24/06/2024  Última atualização 08H00
© Fotografia por: DR

As jornadas têm a finalidade de divulgar a agenda política para 2024, capacitar os deputados sobre os temas mais candentes do país e estabelecer contacto com a sociedade civil.

O primeiro-secretário do Grupo Parlamentar do MPLA, Jorge Ribeiro Uefu, informou que as jornadas se estendem até sexta-feira e compreendem vários momentos, como visitas a infra-estruturas económicas e sociais dos nove municípios do Bié.

Jorge Ribeiro Uefu, que falava na sexta-feira, em conferência de imprensa, em Lunda, disse ser também missão dos parlamentares conhecerem as obras realizadas no âmbito do Orçamento Geral do Estado, aprovado pela Assembleia Nacional.

"Quando visitamos, estamos a desenvolver a acção fiscalizadora que compete à Assembleia Nacional”, acrescentou, frisando que os legisladores vão auscultar as preocupações e aspirações da população.

O deputado disse ainda que as jornadas, que se realizam sob o lema "MPLA servir o povo e fazer Angola crescer”, são um encontro de reflexão e capacitação dos parlamentares, com um momento reservado a uma abordagem política e social. Anunciou a realização de debates em dois painéis, sendo um sobre "As autarquias e a organização política e administrativa do Estado” e o outro com o tema "O MPLA como garante do desenvolvimento”.

No sábado, a anteceder as jornadas, o MPLA teve um encontro com os militantes, durante o qual o presodente do grupo parlamentar, Joaquim António dos Reis Júnior, reiterou a aposta do partido na materialização de políticas públicas focadas na realização do bem-estar das populações.

Reis Júnior sublinhou que o objectivo é continuar a responder aos anseios do povo angolano, com a implementação de projectos sócio-económicos consistentes.

Debate sobre os desafios da Engenharia

"Oportunidades e desafios no sector da Engenharia para o desenvolvimento sustentável de Angola” foi o tema de um seminário realizado, em Luanda, pelo Comité de Especialidade dos Engenheiros do MPLA.

Promovido, sexta-feira, pelo Comité de Luanda, o encontro juntou membros da direcção do partido, Secretariado da Comissão Executiva Provincial, primeiros-secretários do MPLA na capital do país, especialistas do Ministério do Comércio, Ensino Superior, Associação Industrial de Angola (AIA), entre outros convidados.

No acto de abertura, o segundo-secretário do MPLA em Luanda, Ermelindo Pereira, disse que o Comité Provincial tem um programa para a reestruturação e realização das assembleias de renovação e balanço nas estruturas de base e de especialidade.

"Escolhemos o Comité de Especialidade dos Engenheiros, que traz a temática das infra-estruturas no país, com grande enfoque para as acções desenvolvidas pelo Governo em Luanda”, referiu o político, antes de indicar os desafios do crescimento populacional da província, que requer uma resposta do ponto de vista da Engenharia capaz de atender às necessidades do povo.

Ermelindo Pereira acrescentou que, depois de concluídas, as obras devem proporcionar uma qualidade de vida melhor aos bairros e ruas da cidade, pois acredita que o partido dos camaradas possui quadros, que, mesmo não estando no Governo, podem sempre ajudar a emprestar o seu saber para o bem de todos.

"Sabemos que a vontade de fazer tudo o Governo tem. A crise financeira internacional criou constrangimentos na execução de projectos previstos. Queremos acreditar que, com este tipo de debate de ideias, venham resultados, que impactem a vida do cidadão”, sublinhou o segundo-secretário do MPLA em Luanda.

Para a engenheira Maria Bragança, do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, o desafio do país está com as pessoas, sobretudo na Educação. "Numa situação em que os recursos financeiros são escassos, temos de fazer de tudo para que o Estado consiga, efectivamente, aumentar o investimento na Educação, para não entregar este bem público ao sector empresarial”, defendeu.

Carlos Bastos

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