Política

Motivações para reforço da cooperação

Os presidentes de Angola e da Turquia deixaram indicadores na conferência conjunta, em Ankara, em Julho último, momento em que João Lourenço manifestou o desejo de contar com a parceria turca e Recep Erdogan apontou a meta de alcançar 500 milhões de dólares na primeira etapa.

17/10/2021  Última atualização 15H24
© Fotografia por: DR

Na altura, 27 e 28 de Julho de 2021, por ocasião da visita oficial de João Lourenço, o Presidente Erdogan afirmou que Angola não é um país aleatório nas relações para o futuro e sim um parceiro a ter em conta, pelo seu papel no combate ao terrorismo e na salvaguarda da paz regional.

Por isso, disse que o volume de negócios pode ser maior, ao observar que o potencial entre ambos países é superior a dois mil milhões de dólares norte-americanos, contrapondo ao actual estimado em USD 180 milhões, ainda assim insuficiente.

"Em volume de comércio, nosso acordo é alcançar 500 milhões de dólares na primeira etapa”, declarou Erdogan, enquanto o Presidente angolano sublinhava a melhoria das condições de negócios com a alteração da Lei de Investimento Privado e o acompanhamento devido aos investidores.

Nessa altura, João Lourenço tranquilizou os investidores quando disse que o que se pretende é alavancar o processo da reforma económica assumida como prioridade há três anos, com pendor para diversificação nos sectores alimentar, social, indústria transformadora, defesa e segurança e mineração.

"Os investidores turcos podem vir a Angola e investir com mais confiança”, reforçou o Presidente da República ainda na Turquia.

As trocas comerciais estão agora mais facilitadas com a abertura, a 13 de Outubro, da ligação aérea da aviação civil Istambul-Luanda e vice-versa, entre a TAAG e a Turkish Airlines, com dois voos semanais para cada companhia.

Os Estados estabeleceram relações diplomáticas desde 1980, cooperando já em áreas como do comércio, transportes na aviação civil, defesa, agricultura, educação, cultura, justiça e desporto.

Nos últimos três meses foi dado outro impulso na cooperação bilateral em vários domínios, pelo que se espera agora em Luanda a assinatura de mais acordos em face da grandeza da delegação que acompanha Recep Erdogan.

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