Cultura

Mostra “Traços de Luanda” patente no Palácio de Ferro

Analtino Santos

Jornalista

A terceira edição da mostra “Traços de Luanda” foi inaugurada terça-feira, no Palácio de Ferro, comportando 46 fotografias de lugares e personagens de Luanda e igual número de textos, e obras de artistas plásticos que têm como foco a valorização do património histórico e cultural da capital.

21/04/2022  Última atualização 09H45
Lugares e personagens de Luanda estão expostos em fotografias e obras de pintura © Fotografia por: Agostinho Narciso |Edições Novembro

A mostra, que fica patente até ao dia 7 de Maio, tem, igualmente, quatro edifícios exibidos em realidade virtual, cinema, recital de poesia e pocket shows.

Durante a abertura Evandro Carlos, do escritório de arquitectura responsável pelo projecto, esclareceu que as duas primeiras edições foram em 2019 e em 2020, na Baía de Luanda e Elinga Teatro, respectivamente.

De acordo o mentor nesta edição alargaram o projecto para áreas distantes da zona urbana. Cristina Pinto, da associação Kalú, mostrou-se satisfeita com mais uma iniciativa onde Luanda está no centro.

Cecília Gourgel, directora do Instituto Nacional do Património, manifestou a abertura do órgão que dirige em apoiar projectos desta natureza.  A exposição enquadra-se no âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinalou a 18 deste mês.

No Palácio de Ferro estão expostas fotografias de Nelson do Nascimento, Raul Silva, Kennedy Flautas Negas e Neana Sabú, que são acompanhadas por textos da autoria de Luís Fernando, Fátima Fernandes, José Luís Mendonça, Cíntia Gonçalves, Lopes Baptista, Bel Neto, João Papelo, Irene A’mosi, Astronauta, Mira Clock e António Paciência. Também podem ser vistas quadros pintados pelos artistas plásticos Jalder  "O Antagônico”, Milennium Artes, Melquisedeque, Ibrahim Carlos, Zola Daniel, Danilson Joaquim, Magina Starsky e Noriel Vaz. As obras ilustram 30 edifícios simbólicos de Luanda.

Nelson do Nascimento, o fotógrafo mais experimentado, manifestou que foi gratificante partilhar com jovens e mostrar espaços pouco conhecidos. A jovem Neana Sabú, angolana, nascida na África do Sul, afirmou que foi uma experiência memorável  conhecer melhor a província dos seus descendentes. Kennedy, outro jovem que captou os cantos e encantos de Luanda, realçou o facto de mostrar aspectos da parte urbana.

O escritor Luís Fernando falou da paixão que sente pela cidade que se tornou sua e do grande desafio que foi escrever textos inspirados pelas fotografias, destacando a zungueira.

A psicóloga e académica Fátima Fernandes admitiu que foi uma oportunidade ter um outro olhar de Luanda e de sair da área de trabalho, as pessoas apresentando textos assumindo-se como sendo os edifícios. Bel Neto e Willian Ribeiro declamaram o seu carinho pela cidade.

Hoje, no seguimento da programação do Dia Internacional os Monumentos e Sítios, realiza-se no Nacional Cine - Teatro, em Luanda, uma mesa-redonda com o tema "A Rebita (Património Cultural Imaterial)”. Fazem parte do painel, o pesquisador Roldão Ferreira, o músico Dionísio Rocha e o Mestre Machado, com moderação de Cláudio Patrício.

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