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Moscovo e Minsk reforçam relações

A Rússia e a Bielorrússia assinaram, ontem, em Minsk um conjunto de acordos destinados a promover a integração económica dos dois países no âmbito da União Estatal e desencadearam manobras militares conjuntas.

11/09/2021  Última atualização 08H50
Putin e Lukashenko autorizaram a assinatura dos acordos © Fotografia por: DR
"Temos um objectivo comum, garantir o crescimento das nossas economias, aumentar o bem-estar dos cidadãos e conservar a soberania dos nossos países, independentemente da conjuntura externa”, considerou o Primeiro-Ministro russo, Mikhail Mishustin, no final da reunião do Conselho de Ministros bilateral e acompanhado pelo homólogo bielorrusso e anfitrião, Roman Golovchenko.

Desta forma, os dois Chefes de Governo confirmaram o acordo político alcançado na noite de quinta-feira no Kremlin pelos Presidentes russo, Vladimir Putin, e bielorrusso, Alexander Lukashenko.

Os dois países desencadearam, ontem, importantes exercícios militares, denunciado, em particular, pela vizinha Polónia, num contexto de tensões entre a Rússia e o Ocidente e com os dois campos a denunciarem a intensificação de manobras hostis.

Este exercício baptizado "Zapad 2021” (Oeste-2021) decorre em nove bases militares russas, cinco estacionadas na Bielorrússia e uma no mar Báltico. "Cerca de 200 mil militares, mais de 80 aviões e helicópteros, 760 veículos de guerra, incluindo mais de 290 tanques (...) e até 15 navios participam nos exercícios estratégicos”, indicou o Ministério da Defesa russo, que difundiu imagens da sua frota no Mar Báltico.

No início de Setembro, o Presidente polaco Andrzej Duda assinou um decreto sobre a introdução do Estado de Emergência durante 30 dias na fronteira com a Bielorrússia, na previsão destes exercícios militares e pelos receios de um fluxo massivo de refugiados.

Esta foi o primeiro Estado de Emergência declarado na Polónia desde o derrube do Governo pró-Moscovo em 1989. Na quinta-feira, e durante a recepção ao seu homólogo bielorrusso, o Presidente russo justificou os exercícios militares ao considerar que a NATO, seu adversário estratégico, estava deslocada na Europa do Leste.

As manobras Zapad-2021 "não são dirigidas contra ninguém, mas têm lógica quando vemos outras alianças, em particular a NATO, a aumentar activamente a sua presença militar nas fronteiras da União” russo-bielorrussa, disse.
"Não fazemos nada de excepcional, apenas aquilo que já fazem os nossos adversários e concorrentes”, considerou por sua vez Lukashenko.

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