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Moscovo considera positiva negociação com Washington

A Presidência da Rússia descreveu, terça-feira (11), como positivas as conversações com os Estados Unidos sobre a Ucrânia e a segurança europeia, realizadas segunda-feira, mas disse ser ainda demasiado cedo para estar optimista quanto a quaisquer resultados

12/01/2022  Última atualização 07H50
Militares russos continuam próximo da fronteira ucraniana © Fotografia por: DR
"Merece uma avaliação positiva", disse o porta-voz do Presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, citado pela agência de notícias France-Presse. Mas ainda não há muitas razões para estar optimista, seria preciso ser ingénuo para acreditar que uma primeira ronda irá produzir resultados abrangentes", acrescentou.

Delegações dos dois países reuniram-se na segunda-feira, na cidade suíça de Genebra, para discutir a crise na fronteira com a Ucrânia, que os países ocidentais acusam Moscovo de querer invadir, e as exigências russas sobre manobras militares da NATO e alargamento na Europa do Leste.

A reunião de Genebra deu início a uma semana intensa de diplomacia sobre a crise na fronteira da Ucrânia e a segurança europeia, em que a Rússia se reunirá com a NATO, na quarta-feira, em Bruxelas, e com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), na quinta-feira, em Viena.

No encontro de Genebra, as duas delegações foram chefiadas pela vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov.

No final do encontro, Riabkov reafirmou que a Rússia não tenciona atacar a Ucrânia, mas alertou que os Estados Unidos não devem subestimar o risco de um confronto.

Disse também que Washington deve levar muito a sério os avisos de Moscovo sobre as consequências de um eventual alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) a Leste.

Algumas horas depois, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfiel, disse que "deseja acreditar" que a Rússia não tem planos para invadir a Ucrânia, mas alertou que as indicações que têm sido dadas apontam "movimentos nessa direcção".

Já hoje, um outro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushkó, disse que chegou a "hora da verdade" nas relações com a Aliança Atlântica.

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