Sociedade

Moradores do Catambor estão atentos às medidas

Os cidadãos residentes nos bairros Catambor de Cima e de Baixo, no município da Maianga, em Luanda, aprimoram, a cada dia, os cuidados para evitarem a propagação da pandemia do Coronavírus, onde a infecção na capital do país é observada ao nível local.

06/05/2020  Última atualização 08H16
DR

A reportagem do Jornal de Angola deslocou-se ao princípio da noite de ontem ao referido bairro, onde aferiu os cuidados e responsabilidade no cumprimento das medidas por parte dos moradores, no âmbito do Estado de Emergência, decretado pelo Executivo, para evitar o alastramento da doença.
Ruas e ruelas completamente desertas, cantinas e lanchonetes encerradas era o cenário inicial observado pela reportagem deste matutino quando penetrou no interior do Catambor de Cima, na fronteira com o Bairro Prenda.
A Rua da Macieira, a única asfaltada do bairro, que antes do surgimento da pandemia era bastante concorrida em termos de circulação e ambientes nocturnos dançantes, estava irreconhecível.
Ao longo dos cem metros que a compõem não se divisava movimento algum de pessoas. Apenas grupos de três a quatro jovens conversavam sentados à porta das habitações.
Para maior conhecimento da actual situação do bairro conversamos com o jovem estudante Arnaldo Salomão, que começou por reconhecer o grande perigo da pandemia. Disse ser, por isso, que evita sair de casa sem necessidade. “Prefiro ocupar-me com filmes, leitura e alguns afazeres caseiros”, desabafou.
Arnaldo Salomão disse que devido à pandemia, o ambiente e os hábitos de convivência no Catambor mudaram da noite para o dia. A maioria dos moradores rapidamente tomou consciência do perigo da doença, tanto é que a partir das 18 horas as pessoas começam a recolher-se e às 20 quase ninguém arrisca-se à rua, não só pela doença, mas devido aos constantes patrulhamentos dos agentes da Ordem, que tudo fazem para obrigar o cumprimento escrupuloso das medidas.
Minutos depois a reportagem do Jornal de Angola deslocou-se ao Catambor de Baixo, numa pracinha nocturna, próxima ao supermercado “Martal”.
O local, antes da pandemia, era descrito como o mais ambientado da zona. Os momentos de diversão começavam a partir das 18 horas e estendiam-se até a madrugada fora. Era assim todos os dias.

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