Cultura

Monólogo angolano “O Câncer”é exibido hoje no Elinga Teatro

Katiana Silva

Jornalista

O espectáculo “O Câncer”, monólogo da actriz angolana Khristal África, encerra, hoje, às 21h00, no Elinga Teatro, no quadro das apresentações do quarto dia da segunda mostra de artistas residentes do projecto lusófono “Procultura”.

06/06/2024  Última atualização 13H35
Obra teve a sua estreia na 25.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Setúbal, Portugal, que decorreu de 17 a 26 de Agosto de 2023 © Fotografia por: DR

Na estreia em Angola, o monólogo será exibido em formato vídeo, no palco do Elinga Teatro, na Baixa de Luanda, na segunda mostra do projecto internacional "Procultura”, que arrancou segunda-feira, no Camões-Centro Cultural Português, e encerra amanhã.

A programação da segunda mostra de artistas residentes abre, hoje, às 19h00, no mesmo espaço, com a actuação multidisciplinar do artista moçambicano Nigélio Cossa, que oferece ao público "Luzes do Norte”, uma abordagem que combina teatro, música e dança. Trinta minutos depois, sobe ao palco do mesmo espaço a bailarina moçambicana Francisca Mirine, que exibe o espectáculo "Wansate”, que retrata a condição maternal das mulheres. Pontualmente, às 20h00, o público recebe o cabo-verdiano Djam Neguin, que vai apresentar uma performance futurista intitulada "Txabeta”. A artista Betty Fernandes, igualmente, de Cabo Verde, sobe ao palco do Elinga, às 20h30, para apresentar o espectáculo "Medindo o Medo”.

A obra "O Câncer” teve a sua estreia na 25ª edição do Festival Internacional de Teatro de Setúbal, Portugal, que decorreu de 17 a 26 de Agosto do ano passado, tendo sido premiada com uma menção honrosa. Esta peça resulta de uma residência artística ganha pela actriz angolana em 2021, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Instituto Camões de Luanda e o projecto Procultura, sendo uma bolsa de mobilidade dos artistas dos PALOP e Timor-Leste.

Khristall África concluiu a residência artística organizada em Torres Vedras,  em Portugal.

Foi dessa experiência que surgiu a ideia da construção do monólogo "O Câncer”. A peça aborda questões da actualidade, como o preconceito racial e as consequências do colonialismo em África. A artista enfatizou  que a menção honrosa significou muito para a sua carreira, e junta também a sua vitória no concurso de vídeos amadores organizado pela Mosaiko, com a obra "Mpasi”, na categoria de Voto do Público.

Khristall África é o pseudónimo de Amélia Raquel Rosa Ngueve. Contou que o grande interesse pela dramaturgia em geral começou quando a TPA exibia a telenovela juvenil "Malhação”, de origem brasileira. Por isso, quando mais criança, a artista ficava admirada como as pessoas poderiam estar dentro de uma televisão tão pequena. Tem passagens, ainda, pelo grupo de teatro Julu, onde teve inúmeras colaborações durante três anos. Teve também uma rápida passagem pelo grupo 1º de Maio, dirigido por Ângelo Cristóvão.

É membro fundador da companhia de teatro Ombaka. A nível individual, desenvolveu o seu projecto Tela Negra, que tem estado a promover em Portugal.

Sob curadoria de José Teixeira e produção de Adérito Rodrigues, director do projecto Cultura para Todos, a segunda mostra junta 13 artistas de Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, visando promover criações artísticas nas áreas de música, artes cénicas, dança e cinema, num total de 50 criadores que participaram no programa de mobilidade de artistas dos PALOP e Timor-Leste, no âmbito do Procultura, financiado pela União Europeia.

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