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Moçambique pede apoio para entrar no Conselho de Segurança

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macano, apelou hoje aos Estados-membros da ONU para que apoiem o país na sua candidatura a membro não-permanente no Conselho de Segurança da organização.

28/09/2021  Última atualização 00H06
© Fotografia por: DR

Na sua intervenção na 76.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Verónica Macano abordou a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2023-2024, apelando para o apoio por todos os Estados-membros da ONU "para a materialização deste objectivo".

"A nossa candidatura constitui a expressão do nosso firme compromisso com a construção e manutenção da paz e segurança internacionais, a preservação e respeito pelos direitos humanos e a promoção do desenvolvimento sustentável", defendeu a governante.

Segundo a ministra, Maputo pretende "colocar a disposição das Nações Unidas a modesta, mas razoável, experiência de Moçambique na prevenção, mediação e resolução de conflitos com recurso ao diálogo".

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, lançou oficialmente, na quinta-feira passada, a candidatura do país a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas no mandato 2023/24, com a paz como prioridade.

A governante apontou que a Assembleia Geral da ONU se realizou "mais uma vez" num "período caracterizado pela prevalência de múltiplos desafios de natureza global", saudou o "papel central" da organização na mobilização de meios e recursos para "salvar vidas e tornar o mundo livre" da pandemia de covid-19.

Verónica Macamo assinalou que o país tomou "medidas importantes", como a introdução de medidas restritivas, o aumento da testagem, campanhas de capacitação e sensibilização das comunidades e a administração de vacinas.

"Um dos desafios principais que enfrentamos nos países em desenvolvimento, como Moçambique, é o acesso aos medicamentos e vacinas", disse a governantes, defendendo que "o sector privado e os parceiros de cooperação internacionais têm um papel importante a jogar na disponibilização do apoio a edificação de infraestruturas necessárias para a administração de vacinas".

A chefe da diplomacia moçambicana apontou que o país apoia a "derrogação temporária de certas disposições do Acordo sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas com o Comércio, vulgo (TRIPS) para permitir uma resposta mais eficaz à pandemia da covid-19".

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