Sociedade

Ministro reafirma aposta na formação de quadros

Edna Mussalo

Jornalista

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, realçou a necessidade da formação e capacitação de quadros, para uma melhor comunicação no sector.

29/09/2022  Última atualização 06H05
Governante (ao centro) realçou a importância da formação dos profissionais para uma comunicação mais abrangente e actuante © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro

Mário de Oliveira, que falava após visita de constatação ao grupo de imprensa Edições Novembro, realçou a importância da formação dos profissionais para uma comunicação mais abrangente, actuante e que vá ao encontro dos anseios do cidadão. O governante destacou uma formação de ampla abrangência, na qual estejam envolvidos engenheiros, quadros da Área de Tecnologia e de suporte ao jornalismo.

Mário de Oliveira disse esperar do Jornal de Angola e dos outros títulos, do grupo Edições Novembro, uma fonte não só de informação, mas também de formação, para dar resposta a muitos fenómenos que ocorrem na comunicação social, como as "fake news” e o uso irresponsável das redes sociais.

O governante defendeu a valorização do jornal em papel, como forma de rentabilização ou de dar à empresa um cunho de rentabilidade, assim como sugeriu a criação de uma página para abordar questões relacionadas com o uso irresponsável das redes sociais e o combate às "fake news”.

"Pode-se criar pequenas bancas em condomínios, ir ao encontro dos leitores.  O Jornal em papel ainda é muito consumido”, destacou.

Mário de Oliveira referiu-se ainda à importância da valorização e da melhoria não apenas das condições salariais, mas também das infra-estruturas e da situação socioeconómica dos trabalhadores, para a criação de um bom profissional de comunicação.

Em relação à passagem de trabalhadores à reforma e à natural substituição, Mário Oliveira defendeu a simbiose entre o velho e o novo, um espaço onde haja lugar para a coabitação e passagem de experiência e testemunho das duas franjas, preservando a história do Jornal. "O jornal tem uma história e a história não pode morrer”, justificou.

O ministro referiu a importância e a necessidade do trabalho em equipa, onde exista a participação de todos para a execução de planos e projectos que visam a melhoria do sector. "Há uma máxima que diz, ‘quem quer ir depressa vai sozinho, mas quem quer ir longe vai acompanhado’. O sucesso pressupõe o espírito de equipa”, aconselhou.

 Projectos e realizações

Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da Edições Novembro EP, Drumond Jaime, mostrou, em palavras, o percurso da empresa, desde que a dirige. Apresentou projectos e falou das realizações, como a melhoria das infra-estruturas, a aposta na criação e também na circulação de novos títulos, que agora completam onze, contando os regionais, os de especialidade e o diário.

O responsável apontou, igualmente, a aposta no digital em todos os títulos, para melhor dar a conhecer o país além-fronteiras, assim como na digitalização do arquivo (já em curso) como projectos.

Drumond Jaime deu a conhecer os projectos criados para a rentabilização da empresa, assim como destacou o pagamento da dívida à Segurança Social e também a aprovação do relatório e contas da Edições Novembro pelo Ministério das Finanças.

Não terminou a radiografia sem antes reafirmar a preocupação com a melhoria contínua das condições dos trabalhadores.

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