Cultura

Ministro pretende transformar os mídias em fontes de circulação de conhecimento

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário de Oliveira, destacou, sexta-feira(25), em Luanda, que pretende transformar os órgão de comunicação social em instrumentos fundamentais para a circulação de conhecimento estruturante, visando o desenvolvimento da sociedade angolana nos mais variados aspectos, como forma de recuperação dos valores culturais, sociais e de cidadania.

26/11/2022  Última atualização 08H05
© Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O ministro, que falava na abertura da primeira conferência internacional sobre a "História de Angola”, numa iniciativa da Edições Novembro, realizada, no Hotel Epic Sana, na baixa de Luanda, ressaltou que ao abordar questões do nacionalismo nos séculos XIX e XX, é um tema essencial para a compreensão de muitos fenómenos políticos, económicos e sociais que o país enfrenta.

Mário de Oliveira  disse que o tema que aborda o nacionalismo angolano, provavelmente nos dias de hoje esteja ligado ao fenómeno social que mais influência teve na história do país. "Podemos entender em primeira instância todo o mecanismo engendrado pela potência colonizadora tendente a manter o território sob seu domínio, pilhando as riquezas e transformando toda a sua população em servo de um sistema que tinha como fim único o enriquecimento da potência colonizadora”.

Do mesmo modo, continuou, pode-se entender o esforço e todo o sacrifício despendido por gerações, no sentido de alcançar a liberdade que hoje todos os angolanos desfrutam. No entanto, segundo o ministro Mário de Oliveira, durante muito tempo, a narrativa da trajectória de luta era essencialmente contada por especialistas estrangeiros, com toda a carga de preconceitos e interesses.

Por outro lado, destacou que verifica com satisfação que já existe uma produção significativa de conhecimentos desse período da história feita por especialistas nacionais, residentes ou não no país.

Como exemplo, o ministro destacou o painel, composto apenas por angolanos, sendo que o doutor e antropólogo Carlos Serrano, foi um participante activo da luta anti-colonial, desde os seus tempos de estudantes em Portugal, onde esteve ligado à Casa dos Estudantes do Império, e com passagem pela República da Argélia, na época recém libertada do jugo colonial e baluarte seguro da luta pela Independência dos países africanos até então colonizado.

Como conclusão, o ministro Mário de Oliveira agradeceu a presença dos especialistas e estudantes, tendo afirmado que neste primeiro exercício, a parceria recaiu para o Instituto Superior de Ciências da Educação, da Universidade Agostinho Neto, uma instituição vocacionada para a formação de professores dos diversos níveis de ensino.  

 Uma estratégia do pelouro

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias  de Informação e Comunicação Social, Mário de Oliveira, disse, ontem, em Luanda, que falar da História de Angola, enquadra-se naquilo que tem sido a estratégia que do departamento ministerial que dirige tem levado a cabo com os Órgãos de Comunicação Social, para contribuírem no enriquecimento da história do país.

Falando à imprensa, à margem da I Conferência Internacional sobre a História de Angola, sob o tema "A Nação e o Nacionalismo dos séculos XIX e XX”, uma iniciativa do título jornal Cultura, publicação de especialidade da Edições Novembro, o governante sublinhou que sobre os temas abordados  "é necessário retirarmos todas ilações que proporcionam o grande contributo para os angolanos”.

  Espaço privilegiado para a discussão

A primeira conferência, com o nacionalismo angolano do século XIX e XX, no centro dos debates, numa iniciativa da Edições Novembro, por via do título jornal Cultura, propôs na linha do tempo, uma viagem para revisitar o passado comum, e a partir deste ponto entendermos a nossa essência enquanto aspirantes à nação. Relatos, estudos e testemunhos foram partilhados, ontem, por estudiosos, estudantes e pesquisadores sociais ao longo dos debates.

Depois da entoação do hino nacional, na voz da jovem Marlene Quintas, sequencialmente bem acompanhada Orquestra Sinfónica Camunga, do embalo proporcionado pelo momento cultural com as intervenções musicais da própria Orquestra, do trovador Costa Mawete e os Marimbeiros de Kalandula, na qual interpretaram alguns clássicos da música angolana, o director do Jornal Cultura, Gaspar Micolo, deu às boas vindas aos presentes.

O director,  começou por resumir o surgimento deste título, em Abril de 2012, na esteira do legado deixado pelas grandes publicações como a Revista Cultura, da Sociedade Cultural de Angola, e mais recentemente, da Revista Novembro e Vida e Cultura, estes últimos títulos, publicados nas últimas décadas.

Gaspar Micolo referiu que o mesmo jornal tem sido um espaço privilegiado para a discussão de vários temas da história contemporânea, sendo assim, associado à informação, os jornais possuem um papel importante na formação, orientação e educação dos leitores a nível cultural.

Com a realização desta conferência, referiu, faz parte de um amplo programa do Conselho de Administração da Edições Novembro, que prevê a realização de eventos similares, para diferentes títulos, para que possamos discutir, apontar caminhos e em parcerias com as universidades, construir conhecimentos.

Hoje ao abordar o tema, disse ser imperativo porque necessitamos de consolidar a nossa memória colectiva, por ajudar a construir a narrativa do nosso passado e, fundamentalmente, estar consciente do legado que carregamos do solo pátrio.

  Afirmação dos movimentos

Para o doutor e antropólogo Carlos Serrano, actualmente a residir no Brasil, para se  entender melhor a "Formação da Nação Angolana na Era do Nacionalismo Moderno”, no processo de construção da Nação "passa por compreender os aspectos elementares da formação da mesma Nação na era do nacionalismo moderno”.

Todo este processo, segundo o palestrante, está envolto o processo de asilo dos indivíduos, a organização do MPLA, o começo e os caminhos da luta para a Independência Nacional, os conceitos de Nação num contexto recente, os diversos discursos das lideranças, num processo que descreve desde 1948 até os dias de hoje.

Não tendo sido um processo fácil, Carlos Serrano, recorda que enquanto esteve exilado na Argélia, ainda muito jovem, considerou como sendo um dos períodos da história do nacionalismo moderno angolano muito complicado pelo próprio contexto vivido na época devido ao processo da opressão das antigas colónias.

O golpe de Estado na Argélia, a afirmação dos diversos movimentos no auge da guerra fria, revisionismo, os desentendimentos entre os chineses e os russos, que, directamente, influenciam nas tomadas de decisões, ajudaram no próprio posicionamento dos movimentos de libertação de ideologia comunista.

  Dinâmicas da construção da Nação

O doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia e professor de Didáctica de História no ISCED de Luanda, Dinis Kebanguilako, encontrou na conferência, exactamente, o esperado para se reflectir e discutir sobre o nacionalismo no século XIX e XX.

Durante a sua apresentação, Dinis Kebanguilako abordou as dinâmicas da construção da Nação. Ressaltou que actualmente e no passado, o país foi sempre um mosaico cultural de vários povos e a dimensão da Nação angolana como objecto de construção ao longo dos tempos.

Dinis Kebanguilako apresentou o tema "O Ensino da História do Nacionalismo Angolano na Graduação”. O segundo aspecto da abordagem foi colocar os problemas existentes actuais em relação ao ensino da temática relacionada com o nacionalismo. De acordo com o docente, ainda existem vários problemas com a deficiente distribuição das fontes, sobretudo a escrita.

Dinis Kebanguilako  destacou, igualmente, a excessiva politização do nacionalismo, o que dá a ideia de que só é nacionalista aqueles que têm ideias políticas pela luta de libertação, enquanto neste processo houve, também grandes contributos nacionalistas nos domínios económicos, cultural e social.

Outro problema identificado pelo docente e apresentado em debate, é o facto da transmissão de conhecimento sobre o ensino do nacionalismo está relacionado com a sua excessiva elitização.

O docente reconheceu ser necessário mostrar, sobretudo na academia, que o nacionalismo angolano tem várias correntes, como as urbanas, rurais, política, cultural entre outras. No entanto, ao abordarmos o tema, sublinhou, é importante referir sobre todas as vertentes nacionalistas, porque o indivíduo que está na região Sul do país, que pegou em armas para lutar contra o regime colonial português, deixou o seu legado em todo esse processo do nacionalismo angolano. "Os nativos nunca leram um artigo escrito por José Fontes Pereira, nunca tiveram contacto com nenhum dos panfletos sobre as ideias do nacionalismo, mas tinham a consciência de que alguém os queria usurpar o território, beliscar a sua liberdade, e isso, é consciência nacional”.

  Ismael Martins considera brilhante iniciativa

O diplomata e antigo ministro Ismael Martins considerou de "brilhante” a iniciativa do Conselho de Administração da Edições Novembro, por permitir que a juventude compreenda as razões que levaram os nacionalistas a reivindicar o direito de Estado Democrático e de Direito na afirmação do povo angolano.

Se a juventude não compreender todo esse processo, disse, então, o país continuará a registar um vazio na transmissão do legado que precisa ser preenchido com a realização permanente de debates do género.

O diplomata que já foi embaixador de Angola junto das Nações Unidas de 2001 a 2018, ficou feliz por observar a sala preenchida, o que demonstra o interesse da sociedade sobre as questões ligadas ao processo do nacionalismo angolano. "Precisamos ouvir para depois passar à escrita, até porque a nossa história é maioritariamente feita pela oralidade”.

Ismael Martins explicou ser importante continuarmos a discutir as origens das resistências que influenciaram a fase final do nacionalismo angolano. Porém, ressaltou que a irreverência dos jovens por valores alheios, é sobretudo, o resultado da ausência de transmissão de valores identitários nacionais no passado, que nos permitiu ser um povo único.

No entanto, essa mesma resistência, ressaltou o diplomata, é admirada pelos outros povos africanos. "Quando dissemos que somos um povo solidário com os povos oprimidos é parte da nossa tradição. É preciso compreender a importância do conhecimento da história do país para se projectar o futuro com bases consolidadas”.

Quanto à intelectualidade angolana, reconheceu ter-se firmado muito com o que viu do exterior e não o inverso. "Precisámos inverter os valores como sempre defendeu o estadista e primeiro Presidente Agostinho Neto. Durante a conferência foi citada a figura de António Jacinto, uma pessoa de pele branca, mas de mente preta. Ele era ‘guarda livros’ na serração do Bailundo e interagia com as comunidades. Portanto, o que ele escreveu era fruto da vivência com os nativos”. 

 Dinâmicas da construção

O doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia e professor de Didáctica de História no ISCED de Luanda, Dinis Kebanguilako, encontrou na conferência, exactamente, o esperado para se reflectir e discutir sobre o nacionalismo no século XIX e XX.

Durante a sua apresentação, Dinis Kebanguilako abordou as dinâmicas da construção da Nação. Ressaltou que actualmente e no passado, o país foi sempre um mosaico cultural de vários povos e a dimensão da Nação angolana como objecto de construção ao longo dos tempos.

Dinis Kebanguilako apresentou o tema "O Ensino da História do Nacionalismo Angolano na Graduação”. O segundo aspecto da abordagem foi colocar os problemas existentes actuais em relação ao ensino da temática relacionada com o nacionalismo. De acordo com o docente, ainda existem vários problemas com a deficiente distribuição das fontes, sobretudo a escrita.

Dinis Kebanguilako  destacou, igualmente, a excessiva politização do nacionalismo, o que dá a ideia de que só é nacionalista aqueles que têm ideias políticas pela luta de libertação, enquanto neste processo houve, também grandes contributos nacionalistas nos domínios económicos, cultural e social.

Outro problema identificado pelo docente e apresentado em debate, é o facto da transmissão de conhecimento sobre o ensino do nacionalismo está relacionado com a sua excessiva elitização.

O docente reconheceu ser necessário mostrar, sobretudo na academia, que o nacionalismo angolano tem várias correntes, como as urbanas, rurais, política, cultural entre outras. No entanto, ao abordarmos o tema, sublinhou, é importante referir sobre todas as vertentes nacionalistas, porque o indivíduo que está na região Sul do país, que pegou em armas para lutar contra o regime colonial português, deixou o seu legado em todo esse processo do nacionalismo angolano. "Os nativos nunca leram um artigo escrito por José Fontes Pereira, nunca tiveram contacto com nenhum dos panfletos sobre as ideias do nacionalismo, mas tinham a consciência de que alguém os queria usurpar o território, beliscar a sua liberdade, e isso, é consciência nacional”.

  Ismael Martins considera brilhante iniciativa

O diplomata e antigo ministro Ismael Martins considerou de "brilhante” a iniciativa do Conselho de Administração da Edições Novembro, por permitir que a juventude compreenda as razões que levaram os nacionalistas a reivindicar o direito de Estado Democrático e de Direito na afirmação do povo angolano.

Se a juventude não compreender todo esse processo, disse, então, o país continuará a registar um vazio na transmissão do legado que precisa ser preenchido com a realização permanente de debates do género.

O diplomata que já foi embaixador de Angola junto das Nações Unidas de 2001 a 2018, ficou feliz por observar a sala preenchida, o que demonstra o interesse da sociedade sobre as questões ligadas ao processo do nacionalismo angolano. "Precisamos ouvir para depois passar à escrita, até porque a nossa história é maioritariamente feita pela oralidade”.

Ismael Martins explicou ser importante continuarmos a discutir as origens das resistências que influenciaram a fase final do nacionalismo angolano. Porém, ressaltou que a irreverência dos jovens por valores alheios, é sobretudo, o resultado da ausência de transmissão de valores identitários nacionais no passado, que nos permitiu ser um povo único.

No entanto, essa mesma resistência, ressaltou o diplomata, é admirada pelos outros povos africanos. "Quando dissemos que somos um povo solidário com os povos oprimidos é parte da nossa tradição. É preciso compreender a importância do conhecimento da história do país para se projectar o futuro com bases consolidadas”.

Quanto à intelectualidade angolana, reconheceu ter-se firmado muito com o que viu do exterior e não o inverso. "Precisámos inverter os valores como sempre defendeu o estadista e primeiro Presidente Agostinho Neto. Durante a conferência foi citada a figura de António Jacinto, uma pessoa de pele branca, mas de mente preta. Ele era ‘guarda livros’ na serração do Bailundo e interagia com as comunidades. Portanto, o que ele escreveu era fruto da vivência com os nativos”. 

  Mestrando Katumba Anacleto

O mestrando em Ensino de História de Angola, Katumba Anacleto, disse que a conferência surge numa altura em que outrora os estudantes de História tinham a necessidade de ter uma conferência do género, visto que o nacionalismo, teve as suas géneses desde os anos recônditos do passado,  a mentalidade dos próprios nativos já estava aberta sobre o processo da colonização de que o comportamento em si dos portugueses estavam em cima da média e os nativos já queriam ter a liberdade deste processo da colonização.

Ismael Martins considera brilhante iniciativa

O diplomata e antigo ministro Ismael Martins considerou de "brilhante” a iniciativa do Conselho de Administração da Edições Novembro, por permitir que a juventude compreenda as razões que levaram os nacionalistas a reivindicar o direito de Estado Democrático e de Direito na afirmação do povo angolano.

Se a juventude não compreender todo esse processo, disse, então, o país continuará a registar um vazio na transmissão do legado que precisa ser preenchido com a realização permanente de debates do género.

O diplomata que já foi embaixador de Angola junto das Nações Unidas de 2001 a 2018, ficou feliz por observar a sala preenchida, o que demonstra o interesse da sociedade sobre as questões ligadas ao processo do nacionalismo angolano. "Precisamos ouvir para depois passar à escrita, até porque a nossa história é maioritariamente feita pela oralidade”.

Ismael Martins explicou ser importante continuarmos a discutir as origens das resistências que influenciaram a fase final do nacionalismo angolano. Porém, ressaltou que a irreverência dos jovens por valores alheios, é sobretudo, o resultado da ausência de transmissão de valores identitários nacionais no passado, que nos permitiu ser um povo único.

No entanto, essa mesma resistência, ressaltou o diplomata, é admirada pelos outros povos africanos. "Quando dissemos que somos um povo solidário com os povos oprimidos é parte da nossa tradição. É preciso compreender a importância do conhecimento da história do país para se projectar o futuro com bases consolidadas”.

Quanto à intelectualidade angolana, reconheceu ter-se firmado muito com o que viu do exterior e não o inverso. "Precisámos inverter os valores como sempre defendeu o estadista e primeiro Presidente Agostinho Neto. Durante a conferência foi citada a figura de António Jacinto, uma pessoa de pele branca, mas de mente preta. Ele era ‘guarda livros’ na serração do Bailundo e interagia com as comunidades. Portanto, o que ele escreveu era fruto da vivência com os nativos”. 

  Nacionalismo angolano não nasce nas cidades

O político angolano Lucas Ngonda considerou, ontem, em Luanda,  que o nacionalismo angolano não nasce nas cidades, mas sim nas etnias que já existiam, porque as etnias eram nações como os nganguelas, lunda cokwe e bakongos.

Em declarações ao Jornal de Angola, à margem da I conferência internacional sobre a História de Angola, Lucas Ngonda afirmou que foram essas etnias que antes da sociedade urbana  começar a pensar em Nação "eles sabiam que existiam, que tinham as mesmas línguas, tradições, inspirações e essas formas de ser inspiravam-lhes para poderem se unir e se bater contra o colonialismo português e bateram-se, daí a razão da existência das guerras de ocupação”.

As guerras de ocupação, disse, têm motivações nacionalistas,  "senão por que é que aqueles povos começaram a se bater. As motivações das guerras de ocupação são nacionalistas, exactamente, porque a Nação ali é identificada com a etnia, esta que tinha os seus usos e costumes e os seus espaços  territoriais eram uma Nação ameaçada pelo colonialismo e colocaram-se a lutar”.

"O Estado angolano é a  organização das nações, hoje todas essas nações englobadas numa só, que nós chamamos Angola, estruturada por instituições”, disse o político, que aponta para a consciencialização  dos angolanos sobre a sua própria história, em relação a I Conferência Internacional sobre a História de Angola .

"Os temas que foram discutidos já vêm de discussões no nosso país nas conferências nacionais e internacionais, mas continuam actuais porque as gerações no país se renovam. Angola é Independente já há 47 anos, quem não assistiu a Independência de Angola porque ainda não tinha nascido não conheceu a História de Angola, nem conhece a História da Independência. Essas conferências têm um objectivo principal que é conscientizar e dar uma cultura social, política e histórica ao angolano”.

  O imaginário cultural

O investigador e historiador Alberto Pinto ao resumir a sua comunicação, "O Imaginário Cultural do Nacionalismo e as Retóricas Coloniais”, aconselhou a sociedade a procurar conhecer a sua história por mais dolorosa que seja, interpretar, criticar e discutir.

O professor durante a  abordagem, deixou inúmeros desafios, depois de ter falado sobre o nacionalismo angolano, na qual se destacou a sua visão sobre a construção do processo do nacionalismo, bem como a ideia de legitimação do regime colonial na exploração dos povos angolanos, a construção de um ideário nacionalista, as fontes do estudo do nacionalismo, com um papel importante da imprensa. Encorajou a Edições Novembro a realizar uma conferência, como um dos desafios sobre a questão do centenário da Província de Angola (1923-2023), bem como do duo centenário de José Fontes Pereira.

  Valorizar o nacional

A historiadora Rosa Cruz e Silva, que falou sobre "O Protonacionalismo nos Períodos da Época”, chama a atenção para a importância da valorização do trabalho desenvolvido pelos movimentos de libertação, o que deve orgulhar os angolanos.

Rosa Cruz e Silva aconselhou aos estudantes e pesquisadores a lerem o volume "História das Campanhas de Angola (1845-1941)”, da autoria do historiador francês René Pélissier, que se notabilizou no estudo da história colonial portuguesa e na história dos países lusófonos da África, por ter feito um exaustivo trabalho sobre a matéria.

A ex-ministra da Cultura explicou que devemos divulgar mais a história e os factos na perspectiva endógena porque a história aprendida foi sempre na óptica do colonizador. "Devemos sentir maior orgulho pelas nossas figuras e não dos portugueses, sem ignorar o factor histórico”, destacou.



Manuel Albano e Amilda Tibéria



 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura