Sociedade

Ministro pede maior protecção do ambiente

Manuela Gomes

Jornalista

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, apelou, ontem, em Luanda, à sociedade civil para um maior envolvimento na resolução dos problemas ambientais.

19/09/2021  Última atualização 08H10
Ministro em limpeza de rua © Fotografia por: Cedida
O governante falava durante uma mega campanha de limpeza, subordinada ao lema "Limpemos Angola, mais Cultura, mais Ambiente e mais Saúde", alusiva ao Dia Mundial da Limpeza (World Clean Up Day), assinalado, anualmente, a 18 de Setembro.

Num gesto simbólico, o ministro Jomo Fortunato ajudou a varrer e a recolher pequenos focos de lixo, numa rua do bairro da Madeira, Distrito Urbano da Maianga, ao mesmo tempo que apelava para que se faça referência à máxima "Um por todos e todos por um, contra o lixo".

A campanha "Limpemos Angola, mais Cultura, mais Ambiente e mais Saúde" envolveu, em todo o país, organismos públicos e privados, associações ambientais e a sociedade civil.
A campanha realizada no bairro da Madeira teve apoio da Associação Juvenil de Apoio aos Jovens Carentes (Jucarente).


Limpeza de mangais

Ainda ontem, um grupo de ambientalistas realizou uma campanha de limpeza nos mangais, localizados numa das praias da zona do Benfica.

A coordenadora nacional da organização ambiental "Otchiwa", Fernanda René, explicou que a campanha serviu para alertar sobre os perigos da não protecção dos mangais, considerados "ecossistemas de carbono azul”, por serem dez vezes mais eficientes em absorver grandes quantidades de carbono.

A ambientalista fez saber que a actividade aconteceu, também, no âmbito do Projecto de Protecção e Restauração dos Mangais, em simultâneo, nas províncias do Zaire e Benguela.


Fernanda René avançou que o lixo leva à destruição dos mangais, o que causa a redução da biodiversidade local. "Os mangais são o berçário da vida marinha, o habitat de muitas espécies, como os caranguejos, crustáceos, moluscos e aves migratórias, e a presença desses resíduos leva à redução daquilo que é a pesca de muitas famílias que têm neles as suas zonas de subsistência".

No que toca ao processo de reflorestação dos mangais, Fernanda René disse que esse trabalho tem sido feito por voluntários, que contam com ajuda de instituições públicas e privadas, em toda orla costeira, desde Cabinda ao Namibe, para reposição da resiliência da orla costeira angolana.

"Os mangais são fortes protectores das acções erosivas das ondas, evitando, assim, as inundações. São uma ferramenta crucial no combate às alterações climáticas”.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade