Política

Ministro do Interior defende melhor coordenação no combate à corrupção

O  ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, defendeu ontem, em Luanda, a coordenação de forças para o combate cerrado à corrupção em Angola. Ângelo da Veiga Tavares, que falava  na sessão de abertura da conferência sobre o Dia internacional contra a corrupção, disse ser necessário que os órgãos que intervêm na administração da justiça e combate à corrupção estejam entrosados nas suas acções. 

11/12/2018  Última atualização 09H16
Domingos Cadência | Edições Novembro © Fotografia por: Ângelo da Veiga Tavares manifestou confiança nos desafios

O ministro do Interior sublinhou que o combate a que Angola se propôs realizar requer maior interacção entre a Procuradoria-Geral da República, a Inspecção Geral da Administração do Estado, o Serviço de Investigação Criminal, a Unidade de Informação Financeira, os Órgãos de Inteligência, o Ministério das Finanças e as áreas inspectivas de outras instituições devem privilegiar a troca de informações.
Ângelo da Veiga Tavares disse que a troca de informações vai facilitar as investigações, a modernização dos meios de trabalho, da formação contínua dos quadros  e as formas de actuação, para que se alcance excelentes resultados.
O ministro disse que a conferência internacional serviu para se discutir as formas de organização, metodologias de actuação,  actualização das leis sobre a prevenção e repressão da corrupção e a criminalidade conexa.
A corrupção em Angola, disse, há alguns anos constituiu  um dos maiores cancros que inviabilizou o crescimento económico e contribuiu para que a crise económica afectasse a capacidade de enfrentar este mal. O ministro disse que o dinheiro desviado do erário deveria servir para projectos sociais, o que permitiria a diminuição da dependência externa na aquisição de alguns bens  e a redução da pobreza em Angola. 
Ângelo da Veiga Tavares disse que o combate à corrupção passa pela prevenção  e que é necessário tomar-se medidas adequadas tais como educativas, judiciais e policiais. Estas medidas, disse, visam desincentivar a corrupção para que se minimize os seus efeitos nefastos na vida dos cidadãos e ao desenvolvimento da sociedade. Ângelo da Veiga Tavares disse que o país deve aproveitar a abertura que várias instituições internacionais e países demonstram para ajudar Angola no combate contra a corrupção.
O ministro do Interior disse que, a título de exemplo, a Interpol colocou à disposição do Serviço de Investigação Criminal uma vaga para um quadro sénior na Direcção Geral dos Crimes Complexos e Emergentes que tutela as direcções de combate à corrupção, Fraudes Financeiras e Branqueamento de Capitais, Terrorismo, Informático e Cyber-criminalidade.
O ministro disse que alguns países como os Estados Unidos de América, Inglaterra, Suíça, os Emirados Árabes Unidos, Portugal, Espanha estão disponíveis em ajudar Angola no desafio de combate contra a corrupção.
“A actual liderança do país tem como linhas de governação o combate cerrado à práticas que lesem o erário, diminuindo desta forma casos de peita, suborno e corrupção, reforçando, cada vez mais, os mecanismos de detecção e capacidade de respostas das instituições na prevenção e combate às acções que culminem com esta tipologia de crimes”, disse.

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