Sociedade

Ministro defende “regulador forte” para os caminhos-de-ferro do país

Vânia Inácio

Jornalista

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, defendeu ontem, em Luanda, um “regulador forte, competente e eficaz na sua actuação” para os caminhos-de-ferro, que devem estar empenhandamente ao serviço da economia e da população.

11/04/2019  Última atualização 09H48
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Ministro lembrou que o transporte ferroviário, quando comparado com outros tipos de transporte, apresenta várias vantagens

Ricardo de Abreu, que discursava na cerimónia de abertura do I Conselho Técnico do Ramo Ferroviário, a decorrer até hoje, sob o lema “Impacto do Transporte Ferroviário e a Dimensão do Factor Humano na Segurança Operacional”, assegurou que vai ser reforçado o papel do órgão regulador, nas suas diferentes dimensões.

O titular da pasta dos Transportes acrescentou que de-seja um órgão regulador que assegure, com total transparência e rigor, a investigação de incidentes e acidentes ferroviários.
O ministro afirmou que os desafios da desconcentração e descentralização administrativa vão trazer oportunidades de gestão das redes provinciais e municipais dos sistemas ferroviários ligeiros, além do surgimento de empresas para o transporte ferroviário urbano.
Ricardo de Abreu lembrou que, historicamente, o sistema ferroviário angolano esteve associado a um ciclo económico de extracção de riquezas minerais para as ex-potências coloniais e os parceiros económicos.
O ministro dos Transportes deu ênfase à necessidade de Angola revisitar, num outro contexto, todo o potencial e relevância económica, num quadro de integração regional e continental.
O governate mencionou também a facilitação do comércio na sub-região Austral e no continente, por via do sistema ferroviário, que, se tiver bom desempenho, potencializa e cria valores nas suas diferentes funções e sectores da economia.
Ricardo de Abreu lembrou, ainda, que o transporte ferroviário, quando comparado com outros tipos de transporte, apresenta várias vantagens. A título de exemplo, disse que uma composição de 100 vagões graneleiros, com capacidade para 100 toneladas cada um, pode substituir 357 camiões graneleiros, cada um dos quais a transportar 28 toneladas.
Por ser um fórum técnico, o Ministério dos Transportes convidou antigos e novos quadros do ramo ferroviário, empresas prestadoras de serviços e também utilizadores dos transportes ferroviários.
As contribuições que saírem do Conselho Técnico vão servir a economia nacional e o povo, declarou o ministro dos Transportes, no seu discurso de abertura do evento.Ontem, na discussão do painel relativo à “Análise da performance das empresas dos Caminhos-de-Ferro de Luanda, Benguela e Moçâmedes, técnicos reformados manifestaram disponibilidade de continuar a contribuir para o desenvolvimento do sistema ferroviário no país. As intervenções de reformados mereceram aplausos dos presentes.
Para hoje, segundo e último dia do Conselho Técnico do Ramo Ferroviário, vão ser apresentados e discutidos sete painéis, alguns dos quais vão abordar “O aumento da receita por via da prestação de serviço de transporte de mercadoria”, “Localização da produção e da agro-indústria” e “As diferentes actividades comerciais e turísticas ao longo dos Corredores de Lobito, Mocâmedes e de Malanje”.

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