Cultura

Ministro da Cultura realça representatividade na Expo

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, afirmou, ontem, no Dubai, que Angola está bem representada na Expo 2020, “numa simbiose entre a tradição e as novas tecnologias da esfera comunicacional, mostrando a sua alma ao mundo”.

02/10/2021  Última atualização 06H40
Pavilhão de Angola na Expo 2020 que decorre no Dubai recebe um elevado número de visitantes © Fotografia por: Contreiras Pipas | Edições Novembro
Jomo Fortunato, que falava à imprensa à margem da abertura oficial do pavilhão de Angola na Expo Dubai, na qual foi o convidado de honra, disse que o país apresenta "uma exposição magnânima e altíssima do ponto de vista de qualidade”.

"Temos uma exposição que retrata, de facto, o encontro entre as novas tecnologias e a cultura angolana, na sua expressão mais endógena e nós pensamos que Angola tem muita coisa para mostrar ao Mundo. Neste processo de desenvolvimento é importante que Angola se represente e faça um encontro entre aquilo que podemos produzir e os grandes investidores de turismo”, disse.

Para o ministro, Angola será o futuro, tanto da nossa região, tanto do mundo, pois, referiu, é necessário sermos "angooptimistas e fazer com que as nossas potencialidades culturais se revertam em benefício do povo angolano”.

De acordo com o governante, "a tradição pode ser uma outra estratégia para se conhecer outros aspectos de Angola”, sobretudo a relativa às artes plásticas, representadas na Expo Dubai por artistas magistrais da história das belas artes angolanas. Jomo Fortunato, realçou o trabalho da artista Daniela Ribeiro, intitulado ”Ancestralidade e tecnologia – Trono Quântico”, considerado "um cartão postal” para o conhecimento de outros artistas nacionais.

Na sua intervenção, a comissária nacional de Angola na Expo, Albina Assis, agradeceu aos Emirados Ábares Unidos a "forma como os angolanos têm sido tratados e acarinhados” naquele país, assim como  o país foi convidado para participar nesta mega exposição internacional.

"Isto é o culminar de quase três anos de trabalho para preparar esta exposição” afirmou a comissária nacional, que acrescentou que Angola "tem feito um esforço para estar presente nas exposições internacionais da melhor forma possível”, "honrando não só o nosso país, mas também o nosso continente”.

Lembrou que Angola é um país novo, que não tem 50 anos, que "tem feito um esforço para se consagrar no meio das nações de todo o mundo”. "Eu já disse há dias que o nosso pavilhão é um dos pavilhões abertos na Expo, porque "somos um povo abertos ao mundo”.

Sucedida de uma visita guiada ao pavilhão e à instalação de Daniela Ribeiro, a cerimónia, à qual assistiram o embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Albino Malungo, o PCA da Aipex, António Henriques da Silva, o director nacional da Comunicação Social, António de Sousa, e comissários nacionais de vários países participantes na Expo, foi animada pelo grupo de dança "Las Morenas do Dubai”, liderado pela angolana Paula Castro Van-Dúnem.

Embora a cerimónia tenha acontecido no período da tarde, o pavilhão de Angola foi aberto ao público às 10h00. Até às 17h30 de ontem,  tinha registado 803 a visitas, incluindo uma delegação do Botswana chefiada pelo respectivo ministro do Comércio e do Investimento, Mmusi Kgafela.

António Bequengue | Dubai

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