Economia

Ministro chinês rejeita “armadilha da dívida”

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, rejeitou, quinta-feira, a narrativa da armadilha da dívida em África, assegurando que, se existe uma armadilha, é contra a pobreza e a favor do desenvolvimento das economias.

08/01/2022  Última atualização 09H55
Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi © Fotografia por: DR
"Esta é uma narrativa que foi criada por aqueles que não querem ver o desenvolvimento de África e, se há uma armadilha, é a armadilha contra a pobreza e a favor do desenvolvimento”, disse Wang Yi em Mombaça, no Quénia, onde a China está a financiar um novo terminal no maior porto da África Oriental.

Os empréstimos, acrescentou, representam um "benefício mútuo” para a China e para os países africanos, que nos últimos anos se endividaram fortemente junto dos bancos públicos e privados chineses, chegando a um total, em 2019 e de acordo com os números das entidades oficiais chinesas, a mais de 200 mil milhões de dólares.

No Quénia, onde o nível da dívida subiu significativamente nos últimos anos, a China é o segundo maior credor, a seguir ao Banco Mundial. A China tem financiado no Quénia projectos avultados de infra-estruturas, como o novo terminal (312 mil milhões de euros) e uma linha de comboio no valor de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros).

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