Economia

Ministro apela para reforço de acordos entre Estados

O ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, apelou aos representantes africanos a traçarem parcerias que desenvolvam e acrescentem valores nos recursos minerais já existentes.

18/05/2022  Última atualização 09H20
© Fotografia por: DR

Diamantino Azevedo, que interveio à margem do oitavo Congresso e Exposição de Petróleo Africano, realçou que os quadros africanos do sector devem trabalhar em conjunto, para que os resultados do sector sejam um êxito em toda a cadeia energética.

África tem acima de 125 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo e mais de 500 triliões de pés cúbicos de gás sem tecnologia ocidental. Para o titular do sector Petrolífero angolano, é necessário que se aposte mais nas energias renováveis, fazendo com que as empresas do sector sejam mais profissionais, para que, efectivamente, se tornem num núcleo que congregue todos os produtores petrolíferos de África.

No caso específico de Angola, referiu o ministro, existem várias infra-estruturas que devem ser exploradas, aproveitando a capacidade técnica do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, agora alargado para acudir as necessidades das áreas de energias renováveis , hidrogénio e minerais, que inclui carros eléctricos e outros.

Por um lado, Diamantino Azevedo defendeu que o actual contexto é uma boa fase para Angola continuar  a desenvolver a indústria de petróleo, porque  a circunstância actual obriga os países africanos a dedicarem-se mais em aspectos tecnológicos e a explorarem as riquezas e infra-estruturas existentes por mais algumas décadas.

Como exemplo, destacou, existe no sector o Instituto Superior Tecnológico que, na sua óptica, é mal aproveitado. Neste contexto, Diamantino Azevedo tem incentivado que a Sonangol preste maior atenção a recursos como lítio, cobalto, zinco e outros minerais que o país dispõe.

A Sonangol tem ainda vários navios de transporte de gás e crude e dois navios sonda de última geração, em pleno funcionamento, que devem ser melhor utilizados, conforme recomenda Diamantino Azevedo. Os navios, esclareceu, estão a ser geridos por uma empresa privada e devem passar para a Sonangol quando terminar o contrato.

"Ao fecharmos acordos comerciais e bilaterais entre países do continente, podermos debater os problemas comuns existentes na indústria petrolífera, procurar soluções intra-africana, para que os Estados continuem a ter uma indústria de hidrocarbonetos robusta e cada vez mais independente”, frisou.


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