Sociedade

Ministra do Ambiente avalia obras de restauração do Parque do Iona

João Upale | Moçâmedes

Jornalista

A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, defendeu, esta segunda-feira, maior celeridade na restauração do Parque Nacional do Iona, no âmbito de um memorando com a organização “African Park”.

06/12/2022  Última atualização 06H25
Estão a ser criadas as condições para atrair mais turistas nacionais e estrangeiros à região © Fotografia por: DR

Ana Paula de Carvalho, que cumpre uma visita de trabalho de dois dias ao Namibe, lembrou ter se realizado já a primeira reunião do comité deste memorando relativo ao Parque Nacional do Iona, razão pela qual se deslocou pessoalmente para constatar o que está a ser feito.

 "Há necessidade de fazer essa constatação no local, vermos como andam as coisas e onde precisamos fazer alguns acertos, para que os trabalhos tenham maior celeridade, mas com a qualidade devida”, disse.

A ministra Ana Paula de Carvalho indicou que existe um programa de trabalho que, depois da reunião do comité, vai se aferir o que está feito, para ver se se adequa ou se há necessidade de eventuais acertos.

Ana Paula de Carvalho referiu que, com o parque funcional, o Executivo vai poder fomentar o turismo e arrecadar receitas para o parque e para a própria província, que tem potencial turístico.

O African Park é uma organização sul-africana, sem fins lucrativos, que está a desenvolver, desde 2019, o projecto de restauração ecológica do Parque Nacional do Iona, na província do Namibe, no âmbito da parceria de co-gestão público-privada, assinada com o Governo angolano. Prevê-se um investimento de cinco milhões de dólares, em cinco anos, estando  já empregues, até ao momento, dois milhões de dólares.

O Parque Nacional do Iona está localizado no Sudoeste, a cerca de 235 quilómetros da cidade de Moçâmedes. Estende-se desde as dunas de areia junto ao Oceano Atlântico até ao Leste, às montanhas Tchamalinde, ocupando uma área de 15.150 quilómetros quadrados. Os seus limites naturais são, a Norte, o rio Curoca e, a Sul, o rio Cunene, a Oeste os rios Cunene e Curoca e a Leste o rio dos Elefantes.

O local é ideal para explorar o deserto ou a foz do rio Cunene, conhecer as tribos locais, encontrar histórias dos antepassados nas pinturas rupestres, com cerca de 20.000 anos, ou ainda apreciar um dos expoentes da natureza, como a maior e mais antiga Welwitchia Mirabilis, planta endémica do deserto do Namibe, com o formato de um polvo.

Aterro sanitário 

Ana Paula de Carvalho felicitou o Governo Provincial pela construção do aterro sanitário, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), apesar de reconhecer estarem a faltar algumas infra-estruturas complementares, razão pela qual se faz acompanhar de alguns técnicos da Agência Nacional de Resíduos, para verificarem o que falta e quais os passos subsequentes.

 A ministra destacou, igualmente, a existência, no Namibe, de um Centro Agro-ecológico, ao lado de outros no país, salientando que foram construídos para ensinar as comunidades a fazer uma agricultura amiga do ambiente. "É nesse sentido que vimos ver os imputs que temos que dar para torná-los mais dinâmicos”.

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