Sociedade

Ministra defende actualização dos protocolos clínicos no país

Edivaldo Cristóvão

Jornalista

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, ontem, em Luanda, a actualização e uniformização imediata dos protocolos clínicos em todo o Sistema de Saúde do país, para garantir os procedimentos mais seguros no atendimento dos cidadãos.

01/10/2021  Última atualização 10H10
Sílvia Lutucuta exortou os profissionais da Saúde para apostar forte na investigação © Fotografia por: João Gomes |Edições Novembro
Sílvia Lutucuta falava durante o I Workshop sobre o Lançamento dos Protocolos Clínicos, que serviu para definir as directrizes terapêuticas, baseadas em evidências científicas actuais, para melhor orientar as condutas de diagnóstico e tratamento.
Por isso, realçou a importância da supervisão da implementação dos protocolos clínicos, com uma comissão interdisciplinar para garantir a actualização e elaboração permanente.

A ministra revelou que os protocolos, quando são padronizados, auxiliam a uniformização dos tipos de tratamento para determinados diagnósticos, permitindo alcançar os objectivos preconizados para a qualidade da assistência à prestar ao cidadão, bem como na aquisição de conhecimentos para o tratamento de determinados diagnósticos.

Acrescentou que o atendimento padronizado, assistência médico-hospitalar de qualidade devem ser exercidos por uma equipa médica eficiente e competente, cujo objectivo consiste na implementação rigorosa dos protocolos clínicos, perante um determinado problema de saúde, reduzindo a variabilidade clínica no tratamento dos doentes face as melhores práticas.

A ministra enalteceu os especialistas e os demais profissionais do sector que trabalharam para a actualização e elaboração destas ferramentas fundamentais para prestação de saúde com qualidade.
Sílvia Lutucuta reconheceu que o exercício para garantir a prestação de serviços com qualidade decorre, algumas vezes, num contexto de dificuldades para os profissionais da Saúde responderem com eficiência aos problemas e às necessidades da população.


Mais médicos no país

Com a abertura dos concursos públicos, em 2018 e 2019, a força de trabalho do Serviço Nacional de Saúde conta, actualmente, com 87.161 profissionais, tendo elevado o número de médicos para 7.715, uma vez que, antes disso, eram apenas 65.294 funcionários.

"O sector teve um acréscimo de 25.465 profissionais de Saúde, com a realização dos concursos públicos, o que é uma vantagem importante e fundamental para a actualização das normas de atendimento médico-hospitalar que se pretende no sector para o momento actual”.

Outro grande ganho apontado pela ministra, em relação a força de trabalho, foi a aprovação, em 2019, dos Estatutos das Carreiras Especiais da Saúde, que incluem médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e de apoio hospitalar, bem como o Estatuto Remuneratório, que beneficiou 44.615 profissionais.

A ministra recomendou que o exercício de actualização dos profissionais deve continuar, uma vez que o sector vai realizar concursos públicos de ingresso até ao ano de 2024 e de promoção de carreiras, que acontece ainda este ano.

Sílvia Lutucuta destacou que as Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros, responsáveis do Ministério da Saúde, organizações socioprofissionais e o Instituto Superior de Enfermagem, sector privado e entidades com experiência e mérito do sector trabalham, arduamente, na revisão curricular, preparação do regulamento e dos programas de formação, cujas aprendizagens estão a ser construídas num processo erudito que exige a troca de saberes, experiências, pesquisas, motivação, responsabilidade e de humildade.

A ministra revelou que foi concluída a actualização dos programas curriculares realizados pelos Colégios de Especialidades da Ordem dos Médicos de Angola, que estabeleceu o período de formação das especialidades cirúrgicas em quatro anos e o das clínicas em três anos.

Em relação à investigação científica, a ministra aconselhou os profissionais a estudar, investigar e publicar os resultados dos seus trabalhos científicos, para que as evidências obtidas se transformem em património colectivo que se reflicta nas acções de cada um, para melhor saúde e bem-estar das comunidades.

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