Coronavírus

Ministra de Estado apela adesão à vacinação

A ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, apelou quarta-feira, em Malanje, a todas as mulheres para se vacinarem contra a Covid 19 e exortou que estas, por sua vez, encorajem as demais, familiares, vizinhas, amigas , colegas e irmãs da Igreja para irem aos postos montados a este propósito em Angola.

14/10/2021  Última atualização 13H04
© Fotografia por: CEDIDA

Segundo a governante, o objectivo é que toda população tenha acesso às vacinas seguras e eficazes para proteger as famílias angolanas contra este vírus mortal que tem provocado muitas perdas humanas.

Falando na actividade comemorativa do Dia Internacional da Mulher Rural, sob o lema: "2021 – Reforçar a Contribuição da Mulher Rural para os Sistemas Alimentares Sustentáveis, através da Área Continental Africana de Comércio Livre”, Carolina Cerqueira disse que a efeméride assinala o reconhecimento do papel central e de liderança da mulher nas comunidades rurais para o sustento das suas famílias.

Na óptica da governante, o acto acontece num ambiente em que se realiza, também, o 10º Fórum Nacional da Mulher no Meio Rural, ocasião em que se juntaram, na cidade de Malanje,  individualidades para reflectir sobre a problemática das mulheres do meio rural, com incidência nos desafios e oportunidades para a sua promoção, inclusão social e empoderamento, através da integração no sistema produtivo e financeiro.

Carolina Cerqueira congratulou-se com o programa realizado pelo Ministério da Acção Social,  Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) para assinalar estas datas o que representam "a grande importância da mulher rural no contexto do desenvolvimento económico e social do  país”.

Apontou que, em Angola, as mulheres rurais representam 17% da população, cerca de cinco milhões em todo o país e participam, não só no sustento económico das famílias e das comunidades rurais onde residem, na preservação de um conjunto de saberes e de valores culturais.

"De facto, é inegável o desempenho da mulher no meio rural como pilar da vida familiar e comunitária, através de vários exemplos de coragem e resiliência alicerçados no vasto acervo de conhecimentos tradicionais aos quais recorrem culturalmente para atender necessidades básicas de subsistência, cuidados de saúde e convivência harmoniosa e solidária das suas famílias”, destacou.

Segundo a ministra de Estado, apesar das valências que as mulheres no meio rural demonstram, comparadas aos homens, as desigualdades que ainda se verificam são preocupantes, visto que mostram uma realidade com indicadores distantes das metas traçadas, no que se refere ao desenvolvimento humano de forma equitativa e justa, nas zonas mais afectadas pela pobreza e a fome.

Realçou que a agricultura familiar é, na maior parte dos casos, praticada no país pelas mulheres, realizando-se em pequenas propriedades rurais, onde geralmente trabalham os membros da família que nem sempre são os donos da terra e onde cultivam produtos que são vendidos em feiras, mercados, na zunga informal e utilizados também para o seu sustento.

Por outro lado, Carolina Cerqueira referiu que, actualmente, a pobreza e as carências alimentares incidem mais sobre as mulheres, tendo-se agravado pelas condições económicas do País, pelas alterações climáticas que se agudizaram, a seca no Sul e Sudeste e a Covid-19, que se transformou numa ameaça de crise sanitária mundial, e frenou a consecução das metas configuradas nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, e do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018 – 2022.

Reconheceu os constrangimentos que a Covid-19 tem provocado, sobretudo, na mobilidade e circulação de pessoas e bens ao nível global e local, causando impactos negativos nas economias do mundo, que agravam a situação de insegurança alimentar, de fome e de pobreza, facto que tem levado os países a adaptarem-se, investindo cada vez mais na produção local no meio rural e o melhoramento da qualidade de vida das populações com o aumento do acesso à escola, aos cuidados primários de saúde, acesso à agua potável e electrificação.

Reiterou que, em Angola, apesar dos constrangimentos financeiros, o Executivo continua a investir em políticas sociais inclusivas, algumas das quais visam induzir uma estruturação económica e produtiva mais formal nas comunidades rurais, que envolvem a participação directa das mulheres, exemplificando o Programa de Desenvolvimento Local e de Combate à Pobreza que prevê dinamizar o Programa da Merenda Escolar e o programa de inclusão escolar das jovens raparigas para evitar o abandono escolar nas zonas rurais.

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