Economia

Ministra das Pescas e Recursos Marinhos quer maior contributo do sector no PIB

Joaquim Suami

Jornalista

A ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen Sacramento Neto, defendeu, ontem, em Luanda, que a reestruturação do Programa Nacional das Pescas, em curso há cincos, no país, deve estar alinhado a uma nova estratégia e metodologia de trabalho, para que possa contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a promoção de políticas públicas do Executivo em benefício do bem-estar das populações.

23/09/2022  Última atualização 16H43
Ministros da Agricultura e Florestas (à esquerda) e das Pescas e Recursos Marinhos, ontem, no acto de passagem de pastas © Fotografia por: DR
Carmen do Sacramento Neto, que falava na cerimónia de passagem de pastas, que decorreu na sala de reuniões do Ministério da Agricultura e Florestas, destacou que o Programa Nacional das Pescas é ambicioso e está focado no melhoramento das necessidades alimentares da população, em geral, e das famílias que vivem da pesca, em particular.

A ministra considera que, para que o Executivo consiga concretizar as metas do sector, no período 2022/2027, é preciso que todos os angolanos sejam fiscalizadores da costa do país, para que a actividade de pesca seja fundamental para a economia nacional.

Para a nova titular da pasta, a par da actividade piscatória, o Ministério das Pescas e Recursos Marinhos vai, igualmente, apostar na indústria salineira, para que possa participar de forma activa no programa de diversificação da economia do país.

Acrescentou que a aquicultura é outra aposta do Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, para o desenvolvimento do sector, cuja actividade não deve ser apenas extractiva.  

Mais investidores

Durante a cerimónia de passagem de pastas, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos convidou os empresários nacionais e estrangeiros a apostarem no fomento do sector das Pescas no país.   

"Trouxemos aqui o desafio a todos os angolanos e estrangeiros que apostam nas pescas, a ajudarem-nos a desenvolver este sector com mais propriedade e qualidade, para contribuírem para o desenvolvimento do país”, disse, destacando que a economia azul deve ter uma dinâmica acentuada para que possa competir de igual com a economia real.

"A economia azul traz-nos a responsabilidade de sustentabilidade dos recursos e das alterações climáticas. Por isso, devemos ser mais cuidadosos com as alterações que têm ocorrido a nível dos ecossistemas. Este ramo da economia traz-nos, também, o compromisso de sermos mais fiscalizadores do nosso oceano e dos nossos mares, que estão dentro das nossas áreas de jurisdição”, notou.

Na ocasião, o ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, referiu que o pelouro está pronto para apoiar a nova ministra Carmen do Sacramento Neto na execução das tarefas que visam desenvolver o sector das Pescas no país.

 

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