Política

Ministério Interior vai formar efectivos

O Ministério do Interior deu início ao plano de preparação e formação dos efectivos, a fim de assegurar, eficazmente, as eleições gerais do próximo ano, anunciou, ontem, o ministro Eugénio Laborinho.

21/09/2021  Última atualização 08H44
Eugénio Laborinho dirigiu o Conselho Consultivo © Fotografia por: Joao Gomes | Ediçoes Novembro
Ao falar na cerimónia de abertura do Conselho Consultivo Alargado daquele departamento do Executivo, o governante indicou que as forças do Ministério farão tudo para garantir que o registo eleitoral e as eleições gerais decorram sem sobressaltos, de forma ordeira, exemplar e com tranquilidade.

Apelou a todos os actores políticos para o respeito pelos princípios consagrados na Constituição e na Lei, independentemente da cor e filiação partidária.

"Em 2022, o país irá realizar eleições gerais, prevendo-se para os próximos dias o início do registo eleitoral. Por esta razão, devemos redobrar esforços para a preparação e formação dos nossos efectivos, a fim de assegurarmos eficazmente o pleito eleitoral”, enfatizou.

O ministro do Interior defendeu que a corrupção ou o fenómeno da "gasosa”, peculato, nepotismo e outras práticas perniciosas devem ser prevenidas e combatidas, não só na Polícia Nacional, mas em todos os órgãos do Ministério.

Eugénio Laborinho lembrou que o acto de expulsão de efectivos que a corporação realizou, recentemente, deve ser entendido como "sinal de rigor e exigência de uma organização idónea, que não pactua com comportamentos indecorosos”.

Anunciou, também, um "combate acérrimo” à vandalização dos bens públicos, como cabines e cabos eléctricos, postes de energia, sarjetas, condutas de água, tubos e outros equipamentos que causam prejuízos incalculáveis à sociedade.

"É preciso combater energicamente essas práticas, não dando tréguas aos criminosos que, na ânsia do lucro fácil, preferem prejudicar todos nós. Devemos responsabilizar exemplarmente os actores desta nova tipologia de crime, que tem vindo a se registar no país”, vincou.

O Conselho Consultivo, que se realiza num sistema híbrido (presencial e por videoconferência), está a passar em revista, entre outros, a situação da segurança pública referente ao ano de 2020, asseguramento do pleito eleitoral e proposta de Lei do Controlo Electrónico e de Segurança contra os Incêndios.

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