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Militares sensibilizados para preservação da paz

Multiplicam-se os apelos na Guiné-Bissau, sobretudo por parte da juventude, para que os militares preservem o actual clima de paz que tem sido determinante para preparar com a tranquilidade possível as eleições que se deverão realizar a 10 de Março deste ano e para as quais os eleitores estão desde ontem a corrigir eventuais falhas nos cartões que lhes permitem exercer o seu direito de voto.

25/01/2019  Última atualização 09H06
DR © Fotografia por: Sociedade guineense elogia clima de paz quando o país se prepara para eleições legislativas

Na quarta-feira à tarde, o grupo cultural Fórum da Paz fez uma actuação em pleno Quartel-General das Forças Armadas para exortar os militares a preservarem a paz no país.
Esta actividade, inserida nas comemorações do dia dos Combatentes da Liberdade da Pátria, que marca os 56 anos do início da luta armada contra o colonialismo português, surge na sequência de uma ampla campanha organizada pela juventude guineense para que a paz não seja mais uma vez violada.
A imprensa local refere que durante mais de três horas, os jovens vestidos de branco percorreram várias dependências do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses exibindo uma réplica da Constituição e um boneco gigante de Amílcar Cabral, o “pai” das independências da Guiné e Cabo Verde.
De modo simbólico, os jovens presentes na actividade entregaram uma bandeira de paz aos militares, a quem pediram que aquilo a que assistiram na peça esteja sempre no coração de todos, sejam soldados ou oficiais.
Entretanto, desde ontem que é possível aos eleitores corrigirem eventuais erros dos seus cartões tanto no país como na diáspora.
“As reclamações irão ocorrer durante 15 dias, ou seja, até 7 de Fevereiro, e visam a correcção de dados pessoais e a recolha de impressões digitais em falta”, refere em comunicado aquele Ministério da Administração Territorial.
O mesmo Ministério garantiu que já estão a ser impressas as listas provisórias com a presença dos partidos políticos, forças de segurança e do auditor da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Os dados provisórios do recenseamento eleitoral, que terminou em Dezembro, apontam para o registo de 733 mil 081 eleitores em todo o território nacional e na diáspora.

Financiamento da UE
A União Europeia (UE) e a Guiné-Bissau rubricaram um acordo de pesca para navios de alguns países europeus operarem em águas guineenses, após seis rondas negociais que se prolongaram por mais de um ano, anunciou a ministra das Pescas.
Segundo Adiatu Nandigna, à luz do novo acordo de pesca, a União Europeia pagará à Guiné-Bissau 16 milhões de dólares norte-americanos anuais durante cinco anos. No anterior acordo, que expirou em Novembro de 2017, Bissau recebia pela pesca de navios europeus nas suas águas apenas 10 milhões de dólares anuais.
Segundo o novo acordo, dos 16 milhões de dólares anuais, 12 milhões serão canalizados para o Orçamento Geral do Estado guineense e os restantes quatro para o apoio às infra-estruturas da pesca, fiscalização das águas e ainda para a pesquisa marítima.
O Governo guineense decidiu não renovar o anterior acordo com a UE, reclamando o aumento do valor da compensação, que considerou baixo. O acordo entre a UE e a Guiné-Bissau, rubricado desde 2007, permite que navios de Portugal, Espanha, Itália, Grécia e França pesquem em águas guineenses atum, cefalópodes (polvos, lulas, chocos), camarão e espécies demersais (linguados e garoupas).
A ministra das Pescas guineense saudou o facto de “finalmente as partes chegarem a um entendimento” e enalteceu a importância da União Europeia para a Guiné-Bissau.
Adiatu Nandinga disse que a Guiné-Bissau vai cumprir com todos os pontos acordados, nomeadamente o reforço da fiscalização das águas territoriais, uma das principais exigências da União Europeia, segundo Emanuel Berck, elemento do gabinete das pescas daquela organização.

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