Desporto

Militares despojam polícias do primeiro troféu da época

Teresa Luís

Jornalista

Depois de uma seca de dois anos sem vencer, o 1º de Agosto conquistou, ontem, a Supertaça “Francisco de Almeida” em andebol sénior masculino, mercê do triunfo, por 26-22, diante do Interclube, em partida disputada no Pavilhão Principal da Cidadela, que marca a abertura da época 2021/2022.

23/10/2021  Última atualização 08H10
Equipa do 1º de Agosto volta a conquistar um título nacional depois de dois anos em branco © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
A vitória dos militares começou a ser desenhada no minuto 15 da primeira parte, quando o marcador registava, 6-5. Embora na etapa inicial do encontro, os comandados de Filipe Cruz não tenham entrado bem, pois perdiam por dois golos (0-2), no oitavo minuto os rubro e negros empataram (3-3).

Com  o equilíbrio a imperar, as duas equipas passaram a esboçar os argumentos técnicos e tácticos, com maior ascendente para os agostinos. Após passar à frente no marcador, o 1º de Agosto agarrou-se à vantagem e, paulatinamente, ampliou-a para desespero do conjunto afecto ao Ministério do Interior.

Declerck Sibo e Manuel Nascimento comandavam a "artilharia” militar, ao passo que na segunda linha os pivôs Magno Cristian (de nacionalidade congolesa) e Agnelo Quitongo frustravam os intentos da formação adversária. Na baliza, Edilson Gonçalves era o guarda-redes em serviço.

Jogados 22 minutos, o 1º de Agosto já vencia por quatro golos, 12-8, com maior circulação de bola, ataque organizado e rigor táctico. Do lado do Interclube, o rumo dos acontecimentos criou algum nervosismo e os jogadores passaram a cometer erros técnicos.

Adelino Pestana "Amarelo”, Edvaldo Ferreira "Moreno” e Mário Tati "Cabinda”, na primeira linha dos "polícias”, mostravam-se empenhados em dar a volta ao resultado, mas sem o efeito desejado. Ao intervalo, o Interclube saiu a perder, por 11-15.

Na etapa complementar, o jogo foi mais equilibrado e cada uma das equipas marcou 11 golos. Os pupilos de José Pereira "Kidó” entraram decididos a inverter a história do jogo, com um ataque certeiro e maior coesão no capítulo defensivo.

Porém, do lado oposto a Filipe Cruz e comandados apenas interessava proteger a vantagem. Por mais que tentassem, aos "polícias” faltou arcaboiço para travar o ímpeto ofensivo dos oponentes. O número de golos marcados foi insuficiente para manter o título na galeria do Rocha Pinto.

Aos "militares”, a superioridade de quatro golos, da primeira parte, permitiu-lhes sorrir após o apito final. Na classe feminina, o Petro de Luanda conquistou o troféu da Supertaça a 25 de Setembro, após derrotar, por 28-17, a Academia 1º de Agosto. A prova homenageia o primeiro presidente da Federação.

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