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Militares capturam um dos chefes da rebelião

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas anunciaram, terça-feira (18), a captura em Cabo Delgado, Norte do país, de um líder do movimento insurgente, de nacionalidade tanzaniana.

19/01/2022  Última atualização 07H15
Forças de Defesa e Segurança causaram pesadas baixas ao grupo rebelde em Cabo Delgado © Fotografia por: DR
Identificado como Ali, 39 anos, o rebelde foi capturado em Nangade,  com mais seis companheiros, de acordo com a edição de ontem do Diário de Notícias.

Ali dirigiu grupos rebeldes durante o último ano em Macomia e Mucojo, no centro da província, transitando depois para as bases insurgentes de Muera e Mocímboa da Praia.

Além de dirigir ataques,  Ali comandava acções de recrutamento através das quais incitava ao extremismo, segundo as FDS.

 Ataque causa cinco mortos

 Grupos armados mataram, segunda-feira, cinco pessoas durante um ataque a uma aldeia de Cabo Delgado,  informaram , ontem, à Lusa testemunhos que estão em fuga.

 "Desconhecidos atacaram, segunda-feira, na  aldeia de  Nangade, região remota de  Cabo Delgado, onde  queimaram cerca de 200 casas, obrigando os habitantes locais a fugirem para as matas", disseram as fontes.

O distrito de Nangade fica no extremo Norte de Cabo Delgado: faz fronteira com a Tanzânia e a nascente é delimitado pelos distritos de Palma, vila dos projectos de gás, e Mocímboa da Praia, vila portuária reconquistada há cinco meses aos insurgentes.

Segundo fontes locais, o distrito tem contado com um reforço militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC),  que a par do Rwanda tem ajudado, desde Julho de 2021, a recuperar a segurança e a inverter a ocupação extremista que já dura há quatro anos.

Noutro ponto da província, no Centro de Cabo Delgado, grupos armados atacaram também a aldeia de Nkóe, situada a seis quilómetros da Estrada Nacional 380. Residentes relataram o ataque e a fuga generalizada da população para as matas.

 Os agressores queimaram casas, mas não há relato de vítimas. Parte dos habitantes segue para a sede de distrito mais próxima, Macomia, para daí rumar para a capital provincial, Pemba, enquanto outras famílias  permanecem escondidas nas matas, disseram as fontes à France Press.
A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sen-do alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

 O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Várias famílias de deslocados de guerra queixam-se de falta de apoio no Norte de Moçambique, depois de terem sido encaminhadas para zonas de reassentamento em Mecufi, Cabo Delgado,  segundo a Lusa.

As agências das Nações Unidas e outras organizações têm-se queixado da pouca ajuda humanitária.
O conflito já provocou mais de três mil mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

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