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Militantes do Boko Haram atacam aldeia em Borno

Elementos jihadistas nigerianos do Boko Haram atacaram, na madrugada de ontem, uma base militar, no Nordeste do Estado de Borno, na Nigéria, o que resultou na morte de soldados e civis, relataram as forças armadas nigerianas.

09/03/2020  Última atualização 07H36
DR © Fotografia por: Rebeldes liderados por Abubakar Shekau voltam a semear a dor e luto na região nordeste

Segundo a AFP, os jihadistas chegaram em camiões militarizados e realizaram o ataque à base na cidade de Damboa, no Estado de Borno, onde estão, precisamente, os homens da facção Boko Haram, liderada por Abubakar Shekau.
Os primeiros dados avançados pelos militares, de manhã, afirmavam que tinham morrido quatro militares e dois civis. Mais tarde, a mesma fonte militar contou à agência de notícias France Press que morreram seis soldados e outros seis ficaram feridos.
Um líder espiritual do Boko Haram, Ibrahim Liman, confirmou ferimentos em cerca de 50 habitantes locais, provocados pelos tiroteios. Destes 50 feridos, dois acabaram por morrer. Segundo um residente de Damboa, Modu Malari, o Exército expulsou os jihadistas depois de duas horas de confrontos.
O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, condenou, hoje, a última onda de ataques de homens armados contra as aldeias de Damkai e Tsanwa, na autarquia de Batsari, no seu Estado natal de Katsina (Noroeste), considerando “inaceitável matar pessoas por vingança”.
Segundo a AP, reagindo ao incidente, no qual várias casas foram incendiadas e muitas pessoas mortas na sexta-feira, o Presidente Buhari disse que “ninguém no país tem o direito de fazer as suas próprias leis”.
“As comunidades locais que capturam bandidos devem entregar os suspeitos à Polícia em vez de fazer justiça por mãos próprias, o que leva a um ciclo de vingança”, disse. Buhari exortou os líderes comunitários a prosseguirem os esforços de parceria com as autoridades policiais que levaram à rendição de bandidos e ao estabelecimento da paz entre fazendeiros e pastores.

Aposta nas infra-estruturas

O Senado da Nigéria aprovou um empréstimo de 22,7 mil milhões de dólares, dois terços das previsões orçamentais para 2020, para financiar o relançamento dos trabalhos de construção de infra-estruturas, noticiou o jornal francês, “Le Monde Afrique”.
O pedido de empréstimo, feito pelo Governo, suscitou uma controvérsia e intensos debates no Senado, onde os grupos parlamentares exigiram um plano concreto sobre a aplicação do valor, que representa mais de 65 por cento das previsões orçamentais do Estado para 2020, que são de 33,8 mil milhões de dólares.
A Nigéria, primeiro produtor de petróleo africano a sul do Sahara, com dois milhões de barris por dia, sofre da baixa do preço do crude, agora cotado em 47 dólares, e com a necessidade de reduzir a produção para 1,5 milhão decidido pela OPEP.
Anteriormente, a ministra das Finanças, Zainab Ahmed, disse à imprensa que o Governo nigeriano estava “preocupado com a actual baixa do preço do petróleo, inferior às previsões orçamentais”.
Explicou ainda que o Executivo ajustaria o OGE, caso as receitas continuassem a diminuir num contexto de incertezas dos números do crescimento mundial, devido à pandemia do coronavirus.
Nesta semana, a Nigéria voltou a ser a primeira economia da África a padecer de mais uma recessão, mas, o gigante de 200 milhões de habitantes sofre também de uma redução no seu crescimento, num contexto económico global incerto.
Abuja vai subscrever os referidos empréstimos ao Banco Mundial, Banco Islâmico de Desenvolvimento, ao Eximbank da China, ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), e a credores alemães e japoneses.
Em Fevereiro, um relatório do gabinete financeiro Moody’s, indicou que “a Nigéria constava da lista dos países cuja situação parecia a mais preocupante em termos de sustentabilidade da dívida”, na zona Oeste africana.

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