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Milhares de adultos no Uíge aprenderam a ler e escrever

Pelo menos 61 mil dos 88.877 matriculados em aulas de alfabetização, entre 2017 e 2022, na província do Uíge, aprenderam a ler e escrever. Do referido número 80 por cento são mulheres, entre 20 e 40 anos, que, na sua maioria, transitaram para o sistema normal de ensino.

09/09/2022  Última atualização 08H10
Província tem cinco aldeias declaradas livre do analfabetismo © Fotografia por: Arimatéia Baptista | Edições Novembro

Os dados foram tornados públicos pelo chefe do Departamento de Ensino de Jovens e Adultos do Gabinete Provincial da Educação, Albertino dos Santos, que falava em alusão ao Dia Mundial da Alfabetização, assinalado ontem

Acrescentou que, desde os últimos cincos anos, a província do Uíge conta com cinco aldeias (Kunga Kixima, Banza Luanda, Kilanda, Kikielo e Mayengo), dos municípios do Uíge, Bungo e Songo, declaradas livre do analfabetismo. "A formação dos adultos foi assegurada por 1.647 alfabetizadores, número que aos poucos foi baixando até 612, por falta de pagamento dos subsídios, situação que ficou resolvida em 2020/2021, faltando apenas 14, que, por várias razões, ainda não foram  pagos”.

Deu a conhecer que, com a rescisão de contratos dos alfabetizadores, em 2020, o processo de alfabetização decresceu, abrangendo, actualmente, apenas três dos 16 municípios da província, nomeadamente Uíge, Negage e Ambuila, com o auxílio de 24 alfabetizadores voluntários e igual número de salas de aula.

Segundo Albertino dos Santos existem contactos avançados com o Ministério da Educação, visando o reenquadramento de alfabetizadores e garantia de pagamento dos seus subsídios, para que o programa de alfabetização abranja todos os municípios da província. "Ainda registamos índice de analfabetismo nas comunidades. Desejamos que, a partir de 2023, se volte a criar salas em todos os municípios, para que, no espaço de cinco anos, possamos contar com outras aldeias livres de analfabetismo".

A província do Uíge, acrescentou, apresenta um gráfico na ordem de 80 por cento de pessoas alfabetizadas. Albertino dos Santos garantiu que está a ser feito, com o apoio das administrações municipais e autoridades tradicionais, o levantamento do número de pessoas adultas com necessidade de saber ler e escrever, para que possam ser enquadradas em salas de alfabetização.

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