Cultura

Milca Caquessa quer massificar o movimento artístico e cultural

Analtino Santos

Jornalista

A Praça da Independência foi o espaço escolhido para a realização, domingo, da primeira edição da Feira e Festival Infantil de Música, organizado pela Administração Municipal de Luanda. O evento reuniu a administradora municipal de Luanda, Milca Caquessa, com crianças de vários pontos do município e de lares de acolhimento.

17/06/2024  Última atualização 07H47
A música, dança, teatro e brincadeiras agitaram as crianças © Fotografia por: Dome Semedo| Edições Novembro

O evento teve como lema "Educação para Todas as Crianças de África: O Momento É Agora" e marca uma nova fase das actividades culturais em Luanda, onde são poucas as iniciativas viradas para os mais novos, uma razão para começar o evento no Dia da Criança Africana.

"Isso é um programa para massificar a cultura, por isso a Administração de Luanda aproveitou o 15 de Junho para lançar a feira e festival infantil, que será um programa trimestral. Hoje, acontece aqui no Rangel, depois será na Maianga. Vamos levar neste evento música, dança, uma feira literária, poesia e também agregar valor àqueles empreendedores que têm investido em produtos direccionados a crianças", anunciou Milca Caquessa.

Durante o evento, a arte feita por crianças esteve em alta, com a actuação de músicos, bailarinos, apresentação de peças teatrais, momentos de leitura e outras actividades recreativas. "Temos que nascer com arte e cultura, incentivar as crianças a gostarem de ler e escrever, sem esquecer o gosto por obras de arte. As nossas crianças têm que crescer com isso", partilhou Milca Caquessa. Um dos pontos que a administradora destacou foi a pintura ao vivo feita por uma menina de 14 anos. "O quadro, quando terminar, vai ser leiloado e o valor arrecadado na sua compra é entregue ao pai da menor para ajudar nas despesas para a compra de mais material para que ela continue esta arte. Eu achei bastante impressionante, encontrei-a numa actividade e decidi trazê-la aqui", realçou.

A preocupação com a saúde infantil, com o lixo e a sinistralidade rodoviária também estiveram espelhados no evento, com explicações aos mais novos de profissionais destes sectores e momentos de sensibilização para travar a sinistralidade rodoviária. Kim Freitas, jornalista ligado a  actividades infantis, foi uma das figuras presentes e considerado parceiro apreciou a iniciativa. Defendeu também um maior envolvimento das instituições para a dinamização das actividades culturais para os mais novos.

 
16 de Junho Dia  da Criança Africana

A efeméride chama a atenção para a realidade de milhares de crianças africanas que todos os dias são vítimas de violência, exploração e abuso sexual.

A data é celebrada para recordar que foi neste dia, em 1976, que se registou o Massacre do Soweto, em Joanesburgo, na África do Sul, quando milhares de estudantes saíram à rua em protesto contra a fraca qualidade de ensino e contra o ensino da língua Afrikaans (usada apenas pela minoria branca do país) e não da sua língua materna.

A manifestação, que se queria pacífica, acabou por ser alvo de repressão policial das forças do então regime racista (apartheid) vigente na África do Sul, e por resultar em semanas de motins, com centenas de mortos, sobretudo de crianças e adolescentes. 

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